- Gwendolyn Westbrook, ex-CEO da United Council for Human Services, é acusada de desviar mais de $1,2 milhão em verbas públicas entre 2019 e 2023 para uso pessoal.
- Ela enfrenta nove acusações criminais, incluindo apropriação de verbas públicas, furto qualificado e apresentar declarações de imposto falsas na Califórnia.
- A leitura de culpa (arraignment) está marcada para terça-feira; Westbrook teria controle financeiro quase exclusivo da ONG que atende moradores de rua.
- Segundo a promotoria, houve pagamentos não autorizados, saques em dinheiro e reembolsos fraudulentos, além de compras com dinheiro da ONG em veículos de luxo e lojas como Louis Vuitton e Neiman Marcus.
- O caso se soma a um histórico da prática da acusada, com investigações anteriores em 1997 por desvio de caixa e em 2015 por irregularidades ligadas a uma casa de bingo da ONG.
Gwendolyn Westbrook, ex-CEO de uma organização de assistência a pessoas sem-teto em San Francisco, será apresentada a júri nesta terça-feira por nove acusações criminais. Segundo a promotoria, ela desvia mais de US$ 1,2 milhão de recursos públicos destinados a manter pessoas longe das ruas.
A denúncia afirma que, entre 2019 e 2023, Westbrook teve controle financeiro quase exclusivo da United Council for Human Services e realizou pagamentos não autorizados a si mesma, saques em dinheiro indevidos e reembolsos fraudulentos.
Os cargos incluem apropriação indébita de recursos públicos, furto qualificado e apresentação de declarações fiscais falsas na Califórnia. A data da leitura da sentença está marcada para a tarde de terça-feira.
A promotoria sustenta que o dinheiro público foi usado para fins pessoais, incluindo a aquisição de veículos de luxo e compras em varejistas caros. Westbrook liderou a órgão por quase duas décadas até sua demissão em 2023.
Histórico e acusações
O The San Francisco Chronicle aponta uma história de problemas com a liderança associada à United Council for Human Services. Em 1997, Westbrook foi acusada de desviar dinheiro de uma caixa registradora de um estacionamento ligado ao emprego na época.
Em 2015, regulators encontraram mesas de blackjack não autorizadas nos fundos de um salão de bingo administrado pela organização. A Justiça investiga novas transações atribuídas à ex-CEO.
Segundo documentos judiciais, Westbrook também é acusada de comprar veículos de luxo e realizar compras em lojas como Louis Vuitton e Neiman Marcus com recursos da instituição. A organização operava cozinha popular e contratos municipais para abrigar moradores de rua até a sua saída em 2023.
Em Los Angeles, outro caso envolvendo fraude em uma instituição de assistência a moradores de rua envolve Alexander Soofer, que enfrenta acusações federais e estaduais por uso de US$ 23 milhões de fundos públicos para estilo de vida de luxo. A apuração indica compra de residência de US$ 7 milhões, casa de férias na Grécia e um Range Rover de alto padrão.
As informações oficiais indicam que Westbrook nega as acusações, com contatos de defesa não disponíveis até o momento. A promotoria não divulgou detalhes adicionais durante o anúncio público das acusações.
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