- Pesquisas mostram que famílias de estudantes estrangeiros em escolas privadas do Reino Unido foram vítimas de golpes para desviar pagamentos de mensalidades, com perdas de até £ ten thousand (variações conforme relato) em alguns casos.
- Um estudo com 100 escolas constatou ataques cibernéticos, seja de forma tentada ou bem-sucedida, ocorrendo em média uma vez por ano; a perda média foi de £3.200.
- Criminosos costumam enviar e-mails falsos do tesoureiro oferecendo desconto para pagamento antecipado e indicam dados bancários próprios para a transferência.
- Pais de estudantes cuja língua inglesa não é a primeira podem ter mais dificuldade em identificar golpes, tornando-os alvos mais vulneráveis.
- O golpe geralmente começa com invasão de e-mails de pais, às vezes por meio de violação de dados de terceiros, e visa pagamentos nos períodos de março, setembro e dezembro.
Um estudo recente aponta que estudantes estrangeiros matriculados em escolas independentes no Reino Unido vêm sendo alvo de golpes que visam desviar o pagamento das mensalidades para contas de criminosos. Cerca de 100 escolas consultadas relataram tentativas ou golpes bem-sucedidos, com ocorrências em média uma vez por ano.
Familiares de alunos internacionais já perderam até £10 mil ao enviar dinheiro para contas falsas, após receberem e-mails falsos supostamente enviados pela tesoureira da escola. Em média, o prejuízo financeiro por golpe ficou em £3.200, conforme a Iris Education, empresa de software responsável pela pesquisa.
As investidas costumam acontecer próximo de prazos de pagamento de mensalidades, como nos termos de março, setembro e dezembro. Golpistas simulam correspondência oficial, oferecendo descontos para pagamentos antecipados e fornecendo novas informações bancárias para a transferência.
Como funciona o golpe
O golpe começa com o acesso aos e-mails dos pais, muitas vezes via hackers que invadem uma empresa contratada pela escola para gestão de vistos ou outros dados. Em seguida, chegam mensagens que parecem ser da tesouraria, solicitando o pagamento para outra conta e com tom de urgência.
Os ataques exploram diferentes canais de comunicação usados pela escola, como e-mail, grupos de mensagens e ligações telefônicas. As escolas costumam aceitar várias formas de pagamento, o que amplia as oportunidades para a fraude.
O perfil das vítimas inclui estudantes estrangeiros que pagam mensalidades e alojamento, tornando o golpe financeiro ainda mais atraente para criminosos. Profissionais da Iris destacam que a complexidade dos sistemas modernos pode criar brechas exploráveis, mesmo com processos tradicionais.
Precauções e orientações
Especialistas recomendam aos pais atenção a mensagens fora do padrão ou com pedido de pagamento em época atípica. Em caso de dúvida, devem contatar a escola pelos canais oficiais, não respondendo a números ou e-mails recebidos. Verificações adicionais ajudam a confirmar a autenticidade da requisição.
Quem suspeitar de fraude deve acionar o banco imediatamente e, em seguida, notificar o Action Fraud, órgão central de denúncias de crime online. As instituições de ensino costumam fortalecer procedimentos de verificação para reduzir vulnerabilidades.
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