- Surge romance fraud envolve convencer vítimas a participarem de acidentes simulados ou a fazerem seguro e apresentarem sinistros falsos para receber pagamento.
- O Insurance Fraud Bureau (IFB) informa que, embora haja casos detectados, muitos não são comunicados, em parte por constrangimento e pela forma como a fraude funciona.
- A tática pode não afetar financeiramente a vítima diretamente, mas pode colocá-la no registro de fraude de seguros, dificultando obter novas apólices e impactando o score de crédito.
- Em um caso recente, Nathan Atkins foi condenado a vinte meses de prisão por induzir mulheres encontradas em sites de relacionamento a participarem de acidentes simulados e fazerem reivindicações de indenização.
- Se alguém em um aplicativo de namoro pedir para participar de algo ilegal, a orientação é registrar a pessoa no app e, se possível, enviar capturas de tela às autoridades; o IFB disponibiliza o Cheatline para denúncias confidenciais.
Um alerta de fraude traz à tona um novo modo de golpe envolvendo seguros. Scammers recrutam vítimas em relacionamentos para encenar acidentes ou abrir apólices com sinistros falsos, buscando pagamentos indevidos.
A operação é monitorada pela Insurance Fraud Bureau, órgão britânico que atua junto às seguradoras. Segundo a instituição, casos vêm sendo detectados, mas muitos não são relatados por vergonha e pela natureza da fraude.
A pesquisadora Nicolа Smith, da IFB, explica que a tática não depende diretamente de grandes somas, mas do uso da identidade da vítima. A vítima pode não perder dinheiro, mas pode entrar no registro de fraude e enfrentar dificuldades para novas apólices ou no score de crédito.
Em um caso recente, um homem condenado por induzir mulheres encontradas em sites de encontros a participarem de acidentes simulados foi sentenciado a 20 meses de prisão. As vítimas contribuíram com declarações utilizadas para prejuízos aos seguros.
O golpe costuma exigir apenas a participação de uma pessoa na identidade da vítima, sem necessidade de grande poupança. A vítima pode ser chamada a testemunhar um acidente, dizer que presenciou ou que sofreu danos, seguindo roteiros fornecidos pelo estelionatário.
Para evitar riscos, especialistas recomendam recusar qualquer pedido de envolvimento em atividade ilegal e denunciar a quem pedir ajuda. Ferramentas de denúncia, como canais confidenciais, estão disponíveis para reportar fraude.
A IFB orienta manter a cautela com urgência enganosa, típica de golpes. Em caso de pressão, a orientação é acionar serviços de emergência e encerrar a conversa caso o interlocutor não coopere. Denúncias devem ser feitas pelos canais oficiais.
Entre na conversa da comunidade