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Contas conectam lugares: Wendy Red Star analisa valor real e simbólico das contas

Exposição de Wendy Red Star transforma a galeria em piso de negociação de contas, explorando a história global das beads e o mito da venda de Manhattan por miçangas

Artist Wendy Red Star in her studio Photo: John D. and Catherine T. MacArthur Foundation
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  • Apsáalooke Wendy Red Star inaugura a exposição solo One Blue Bead, de 6 de março a 18 de abril, na Sargent’s Daughters, em Nova York, que transforma o espaço em um salão de negociações de contas de vidro, ladeado por Hudson’s Bay point blankets.
  • A mostra revisita o mito de que Manhattan foi vendido por uma concha de contas e explora a história mundial das contas de comércio, conectando trajetos desde a Itália até África e aos Estados Unidos.
  • A instalação apresenta contas de comércio monumentais, mais de 100 aquarelas de contas e um jornal informativo, com o ambiente simulando operações de trocas entre peças históricas.
  • Red Star explicou que as pesquisas incluíram residências de vidro, como Pilchuck School of Glass e Tacoma Museum of Glass, além de adquirir contas históricas e pedir a gaffers que repliquem tipos específicos, como a Dutch moon bead e a Chevron bead.
  • A artista enfatiza o papel das contas na tradição indígena Crow e em outras culturas, destacando que as contas conectam lugares e revelam uma vasta rede histórica de comércio global.

Wendy Red Star apresenta One Blue Bead, uma exposição individual em Sargent’s Daughters, em Nova York, de 6 de março a 18 de abril. A mostra transforma a galeria em um ambiente de trading floor com fios de contas de vidro, mantas Hudson’s Bay e peças históricas em foco. A instalação revisita a história por meio de contas que circulam entre continentes e culturas.

A curadoria reúne mais de 100 aquarelas de contas, além de um diário informativo e objetos de referência. Red Star articula o tema por meio de uma narrativa de comércio global, conectando origens italianas, rotas europeias, África e Estados Unidos. A mostra utiliza o simbolismo das contas para discutir coleta, troca e poder.

O próprio nome da exposição homenageia um guerreiro Apsáalooke, reforçando o elo entre história indígena e práticas de comércio. A artista participou de residências em vidro que moldaram a pesquisa sobre a história e a fabricação de contas grandes. O projeto também aborda a memória de Manhattan associada a uma suposta venda por contas.

Contexto da pesquisa e produção

A pesquisa envolve a experiência de Red Star em residências artísticas nos Estados Unidos, com foco na história do vidro e no papel das contas na circulação global. Ela encomendou réplicas de contas históricas a vidreiros, incluindo um tipo holandês de moeda de vidro que teve origem na Boêmia.

A explicação de Red Star é que o vidro abriu possibilidades técnicas para imitar recursos naturais e simbolizar redes de intercâmbio. A artista descreve como cada conta carrega uma história de produção, comércio e impacto cultural ao chegar a diferentes regiões.

Beads históricos, como as Chevron beads, aparecem como peças centrais da mostra. A obra revela que esse tipo de conta envolve várias camadas de cor e técnicas complexas de fabricação, remontando ao século XIV na Venécia. A presença dessas contas na cultura Crow reforça a dimensão ritual e estética do adorno.

Implicações e recepção

A exposição dialoga com a memória pública sobre o comércio de contas e o mito da venda de Manhattan. Red Star aponta a função das contas como ponto de conexão entre povos, lugares e eventos ao longo de séculos. A montagem ganha relevância num contexto de mostras internacionais em museus e galerias.

A itinerância da artista inclui participações em instituições como Crocker Art Museum, Autry Museum e National Gallery of Canada, além de projetos futuros em Zürich e aquisição recente pelo Museum Ludwig. A produção de One Blue Bead amplia o campo de leitura sobre objetos de consumo como artefatos históricos.

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