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Fotógrafo que captura a humanidade de perto comenta o desafio de registrar pessoas

Mark Cohen redefine a fotografia de rua com aproximação extrema, gerando imagens cruas e intimamente humanas, capturadas em Wilkes-Barre

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
In your face: Boy in Yellow Shirt Smoking (1976) is a typical image by Cohen that is “simultaneously haunting and brimming with life”
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  • O livro Trespass, de Phillip Prodger, celebra a fotografia de Mark Cohen e chega em outubro de 2025 pela editora Prestel, com duzentas e oitenta e oito páginas e cento vinte retratos a cores.
  • A maior parte das imagens de Cohen foi produzida em Wilkes-Barre, Pensilvânia, onde viveu por setenta anos; em mil novecentos e setenta e três ele realizou uma série de cenas de rua em Nova York, publicada pela primeira vez em dois mil e vinte e cinco pela GOST Books.
  • Cohen usava aproximação extrema e flash, invadindo o espaço dos retratados sem aviso, muitas vezes sem consentimento, o que gerou confrontos e situações físicas.
  • As fotos combinam borrão intenso e pontos de foco, criando uma sensação de memória em construção e a ideia de que a narrativa completa está sempre por vir.
  • Os retratos capturam pessoas comuns, incluindo crianças, em momentos não posados, com tom cru e, às vezes, transgressivo, mantendo a marca de um trabalho arriscado e realista.

Mark Cohen: Trespass, livro que ressalta a fotografia de rua intimista de um dos nomes mais anticonvencionais da any era, chega à publicação em 2025 pela editora Prestel. A obra reúne imagens históricas de Wilkes-Barre, Pensilvânia, nos anos 1970 e 1980, além de uma série de Nova York de 1973.

O retrato de Cohen privilegia planos próximos, uso brusco de flash e cores. As fotos capturam pessoas comuns em cenas cotidianas, com uma qualidade de borrão e foco intenso que sugere memória em formação. O resultado é um registro carregado de sensação de immediato.

A produção de Cohen se distingue pela invasão do espaço pessoal dos retratados. Em eventos rápidos, ele conseguia fotografar antes que o assunto percebesse a câmera, o que gerou controvérsia e episódios de confrontos. O livro contextualiza esse método com referências históricas da rua.

Além disso, Trespass reúne imagens que parecem encenar histórias não completas. O efeito de desfoque e nitidez cria uma textura vívida, quase como fita VHS pausada. A seleção enfatiza a experiência de vida em movimento, não a pose preparada.

A publicação também analisa aspectos formais da obra, como enquadramentos abruptos e poses desencorajadas. Crianças aparecem em cenas de curiosidade ou surpresa, com um impacto emocional que amplia o alcance documental das fotos.

#### Panorama crítico e contexto

O livro convida o leitor a interpretar a relação entre observação, intervenção e ética na fotografia de rua. A curadoria de Phillip Prodger oferece leituras sobre o que é mostrado e o que permanece implícito na imagem.

A obra destaca o papel de Cohen como fotógrafo que rompe regras ao registrar a vida urbana de forma direta. O conjunto de imagens de Wilkes-Barre é mostrado como uma visão agregada de décadas de mudanças locais.

Mark Cohen: Trespass é apresentado com 188 páginas e 120 imagens a cores, trazendo uma narrativa visual que dialoga com a tradição documental e com a experimentação de campo. A edição consolida a importância histórica de seu repertório.

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