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Christian Caujolle, figura-chave da fotografia francesa, morre aos 72 anos

Christian Caujolle, fundador da Agence Vu e figura central da fotografia francesa, morre aos 72 anos em Tarbes, deixando legado de renovação e defesa de novos talentos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
When Christian Caujolle set up Agence Vu, he insisted it would be a “photographers’ agency, not a photo agency” Pierre-Olivier Deschamps/Agence VU
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  • Christian Caujolle morreu em Tarbes, França, no dia 20 de outubro, aos 72 anos; foi fundador da Agence Vu.
  • Foi uma figura central na fotografia francesa, atuando como crítico e, depois, diretor de fotografia do Libération, antes de lançar a Agence Vu em 1986.
  • Defendia que a agência fosse de fotógrafos, valorizando o ponto de vista autoral e mantendo um equilíbrio entre realismo e fantasia.
  • Em 1997 abriu a Galerie Vu, espaço dedicado à exposição e à reflexão sobre a imagem, fortalecendo sua visão de fotografia como prática artística.
  • Em 2010 foi condecorado como Oficial da Ordem das Artes e das Letras; em 2024 foi citado em uma acusação de ataque sexual ocorrida nos anos oitenta, que ele negou e que permanece sob investigação.

Christian Caujolle, figura central da fotografia francesa, morreu aos 72 anos em Tarbes, no sudoeste da França, no dia 20 de outubro de 2025. Foi fundador da Agence Vu, espaço que ajudou a moldar a visão contemporânea da imagem fotografa. Sua passagem marca uma era de reconhecimentos a talentos emergentes e de defesa da autoria do fotógrafo. A notícia foi confirmada por veículos ligados ao mundo da fotografia e pela comunidade artística.

Caujolle iniciou como crítico e diretor de fotografia do jornal Libération, antes de criar a Vu em 1986. A agência, descrita por ele como “agência de fotógrafos, não apenas agência de foto”, abriu espaço para uma abordagem mais subjetiva do registro visual. Com isso, passou a incentivar projetos autorais e novas perspectivas sobre o fotojornalismo.

Ao longo dos anos 1990, ampliou o campo de atuação com a Galerie Vu, inaugurada em 1997, mantendo o foco em trabalhos introspectivos e de exploração da identidade do fotógrafo. Também conduziu projetos internacionais, colaborando com artistas como Antoine d’Agata e Michael Ackerman, e apoiando nomes emergentes da fotografia.

Caujolle esteve à frente de importantes curadorias, incluindo a participação na Venecia Biennale e exposições no Grand Palais. Além disso, escreveu extensivamente, reunindo monografias, prefácios e catálogos até o início dos anos 2010. Em 2010, recebeu a Ordem das Artes e das Letras.

Em 2024, surgiram acusações de abuso sexual envolvendo Caujolle em meados dos anos 1980. O artista negou as alegações, que ficaram sob investigação. As Rencontres d’Arles emitiram uma nota elogiando a contribuição de Caujolle, ao mesmo tempo em que mencionaram as acusações em meio ao luto pela sua perda.

Carreira e legado

Caujolle redefiniu o papel do fotógrafo no espaço público ao promover projetos que combinavam realidade e interpretação, com uma visão de mundo centrada no autor. Sua trajetória influenciou gerações de curadores, editores e artistas em França e no exterior.

Contribuições-chave

Entre as iniciativas, destacam-se a criação da Agence Vu, a condução de Libération para valorizar imagens jornalísticas e a abertura da Galerie Vu, que consolidaram um vocabulário de fotografia contemporânea. Seu impacto permanece nas práticas de curadoria e na compreensão da imagem como autoria.

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