- Estudo de 2025 aponta que aposentados gastam mais com renda de benefício (Previdência Social, pensões, anuidades) do que com poupança para a aposentadoria.
- Há dissonância entre riqueza percebida e real: mesmo com patrimônio considerável, muitos não se veem como ricos; a renda domiciliar média nos EUA foi de US$ 83.730 em 2024.
- Pesquisadores defendem plano de fluxo de caixa por escrito e estratégias de saque sustentáveis, geralmente em torno de 4% ao ano.
- O paradoxo do milionário: pessoas podem ter US$ 1 milhão em planos de aposentadoria, mas não se enxergarem como milionárias.
- Para superar essa barreira, recomenda-se formalizar um plano por escrito e manter um portfólio equilibrado que ajude a lidar com a volatilidade e o uso consciente dos recursos.
Aposentados tendem a gastar mais com benefícios recebidos, como Previdência Social, pensões e anuidades, do que com poupança destinada à aposentadoria. O estudo de 2025 aponta esse padrão e a divergência entre riqueza percebida e real.
Pesquisadores destacam que muitos aposentados não utilizam plenamente o patrimônio acumulado ao longo de décadas. Mesmo com números elevados, há resistência psicológica para sacar recursos, o que pode comprometer a qualidade de vida na aposentadoria.
Para enfrentar essa barreira, especialistas recomendam um plano de fluxo de caixa por escrito, que detalhe saques, impostos, inflação e cenários de mercado. A prática busca tornar mais sustentável o uso de recursos ao longo de mais de 30 anos.
Dados da pesquisa
O estudo Retirees Spend Lifetime Income, Not Savings, de 2025, revela que gastos com benefícios costumam superar o montante movimentado de poupança, mesmo entre quem tem reserva significativa. O relatório associa essa prática a dissociação entre riqueza e consumo.
Especialistas citam o paradoxo do milionário: riqueza elevada pode não traduzir confiança real para gastar. Dados do Federal Reserve indicam que, para figurar entre os 10% mais ricos, é comum ter patrimônio líquido próximo de US$ 1,6 milhão, bem acima da renda média.
Por que sacar parece proibido
A mentalidade de poupar, concentrada em acumular, cria culpa ao sacar. A transição de acumular para gastar exige reorganizar hábitos e expectativas. Pesquisa aponta que planejamento formal ajuda a reduzir a ansiedade em consumir.
Um portfólio equilibrado funciona como amortecedor psicológico contra oscilações de mercado. Mantendo parte da renda em caixa ou títulos de curto prazo, o retire ajuda a manter disciplina de gasto sem comprometer os recursos.
Cenários e recomendações
A regra dos 4% ao ano serve como referência de saque sustentável, segundo o estudo. Em paralelo, acompanhar um plano de longo prazo com projeções de mais de 30 anos facilita decisões de consumo. A ideia é substituir o medo pela matemática aplicada.
Reservas robustas, segundo as análises, não surgem por acaso. Elas refletem décadas de planejamento, disciplina e ajustes periódicos. Com a prática de um plano escrito, é possível aproveitar a aposentadoria sem comprometer o patrimônio.
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