Em Alta NotíciasAcontecimentos internacionaisFutebolConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O que aposentados felizes sabem sobre gastar dinheiro

Estudo de 2025 mostra que aposentados gastam mais com benefícios do que com poupança, ressaltando a necessidade de fluxo de caixa por escrito para saques sustentáveis

Imagem do autor
Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Por que tantos aposentados relutam em gastar suas economias?
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de 2025 aponta que aposentados gastam mais com renda de benefício (Previdência Social, pensões, anuidades) do que com poupança para a aposentadoria.
  • Há dissonância entre riqueza percebida e real: mesmo com patrimônio considerável, muitos não se veem como ricos; a renda domiciliar média nos EUA foi de US$ 83.730 em 2024.
  • Pesquisadores defendem plano de fluxo de caixa por escrito e estratégias de saque sustentáveis, geralmente em torno de 4% ao ano.
  • O paradoxo do milionário: pessoas podem ter US$ 1 milhão em planos de aposentadoria, mas não se enxergarem como milionárias.
  • Para superar essa barreira, recomenda-se formalizar um plano por escrito e manter um portfólio equilibrado que ajude a lidar com a volatilidade e o uso consciente dos recursos.

Aposentados tendem a gastar mais com benefícios recebidos, como Previdência Social, pensões e anuidades, do que com poupança destinada à aposentadoria. O estudo de 2025 aponta esse padrão e a divergência entre riqueza percebida e real.

Pesquisadores destacam que muitos aposentados não utilizam plenamente o patrimônio acumulado ao longo de décadas. Mesmo com números elevados, há resistência psicológica para sacar recursos, o que pode comprometer a qualidade de vida na aposentadoria.

Para enfrentar essa barreira, especialistas recomendam um plano de fluxo de caixa por escrito, que detalhe saques, impostos, inflação e cenários de mercado. A prática busca tornar mais sustentável o uso de recursos ao longo de mais de 30 anos.

Dados da pesquisa

O estudo Retirees Spend Lifetime Income, Not Savings, de 2025, revela que gastos com benefícios costumam superar o montante movimentado de poupança, mesmo entre quem tem reserva significativa. O relatório associa essa prática a dissociação entre riqueza e consumo.

Especialistas citam o paradoxo do milionário: riqueza elevada pode não traduzir confiança real para gastar. Dados do Federal Reserve indicam que, para figurar entre os 10% mais ricos, é comum ter patrimônio líquido próximo de US$ 1,6 milhão, bem acima da renda média.

Por que sacar parece proibido

A mentalidade de poupar, concentrada em acumular, cria culpa ao sacar. A transição de acumular para gastar exige reorganizar hábitos e expectativas. Pesquisa aponta que planejamento formal ajuda a reduzir a ansiedade em consumir.

Um portfólio equilibrado funciona como amortecedor psicológico contra oscilações de mercado. Mantendo parte da renda em caixa ou títulos de curto prazo, o retire ajuda a manter disciplina de gasto sem comprometer os recursos.

Cenários e recomendações

A regra dos 4% ao ano serve como referência de saque sustentável, segundo o estudo. Em paralelo, acompanhar um plano de longo prazo com projeções de mais de 30 anos facilita decisões de consumo. A ideia é substituir o medo pela matemática aplicada.

Reservas robustas, segundo as análises, não surgem por acaso. Elas refletem décadas de planejamento, disciplina e ajustes periódicos. Com a prática de um plano escrito, é possível aproveitar a aposentadoria sem comprometer o patrimônio.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais