- A Mastercard encara um impacto bilionário após o colapso do Banco Master, relacionado aos pagamentos processados de titulares da fintech Will Bank.
- Há até R$ cinco bilhões em cobranças pendentes envolvendo os cartões da Will Bank, conforme fontes próximas ao caso.
- A Mastercard liquidou aproximadamente metade desse valor nos primeiros trinta dias após a liquidação do Banco Master.
- A empresa busca reembolso dos recursos pagos pelos clientes da fintech junto ao liquidante nomeado pelo Banco Central.
- Além disso, a Mastercard pode acessar ativos usados como garantia, como ações do Banco de Brasília (BRB) e da Westwing, ligados ao Banco Master.
A Mastercard assumiu um impacto bilionário após a falência do Banco Master, que deixou a operadora responsável por liquidar valores de cobranças pendentes feitas via Will Bank. A fintech do banco era ligada à Mastercard pela rede de cartões emitidos pelo Will Bank no Brasil.
Titulares de cartões do Will Bank tinham até R$ 5 bilhões em cobranças pendentes quando o credor entrou em colapso. A Mastercard liquidou cerca de metade desse montante nos primeiros 30 dias após a falência, segundo fontes próximas ao tema.
A instituição informou ter realizado os pagamentos exigidos pelos regulamentos, na maior parte com recursos próprios, e aguarda o recolhimento dos valores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central. O BC não comentou imediatamente.
Contexto
O Banco Master foi um dos maiores do setor financeiro brasileiro e faliu em novembro, sob acusações de fraude. O ex-diretor executivo e acionista Daniel Vorcaro chegou a acordo de cooperação com autoridades após prisões.
A Mastercard avalia meios de recuperar parte dos gastos, incluindo ativos que o Banco Master ofereceu como garantia, como ações do BRB e da Westwing. Algumas ações já teriam sido vendidas, conforme fonte familiarizada com o assunto.
Situação atual
O Will Bank foi adquirido pelo Banco Master em 2024 e atuava com crédito voltado a pessoas de menor renda. Antes do colapso, a Mastercard já havia restringido atividades da fintech, chegando a bloqueá-la em janeiro por falta de garantias. A liquidação ocorreu no dia seguinte.
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