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Fundos se posicionam diante de recordes da bolsa e queda do dólar

Gestoras enxergam câmbio favorável e queda de juros como impulso para ações brasileiras, com saída seletiva para crédito privado

Gráfico de pizza simbolizando a carteira diversificada de um fundo
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  • Grandes gestoras brasileiras, como Legacy, Santander e Arx, seguem otimistas com ações locais devido aos recordes da bolsa e ao dólar em queda, esperando fluxo externo contínuo e cortes de juros.
  • Arx mantém visão construtiva sobre ações brasileiras, apoiada na depreciação do dólar, juros em queda e lucros resilientes; setor varejista é destaque, com bancos como Bradesco em foco.
  • Na renda fixa, Santander é positivo mesmo com o rali de juros, acreditando em prêmio real elevado e em cortes adicionais de juros; vê possibilidade de valorização dos títulos diante do recuo das taxas.
  • No crédito privado, o clima é de cautela: rebaixamentos recentes de Ambipar e Braskem levam gestoras a serem mais seletivas, priorizando empresas com alta geração de caixa e setores estáveis.
  • No exterior, Legacy e Santander mantêm viés levemente positivo: Legacy aposta em setores ausentes no Brasil (infraestrutura tecnológica, TI e metais como ouro), além de se beneficiar de queda do dólar; Santander prefere EUA e China, com foco em setores como biotecnologia, tecnologia e imobiliário.

As gestoras brasileiras de investimento mantêm postura otimista diante dos recordes da bolsa e do recuo do dólar no ano passado. O fluxo externo, ainda forte no início deste ano, soma-se a um ciclo de cortes de juros previsto para estimular novas altas nas ações nacionais.

A ARX sinaliza visão construtiva para ações brasileiras, apoiada pela depreciação do dólar, queda de juros e lucros resilientes. Alega que a volatilidade eleitoral deve existir, mas impactos podem ser limitados com cenário externo favorável.

No campo da renda fixa, o apetite permanece elevado, mesmo com previsões de queda gradual dos juros. A preferência recai sobre títulos prefixados para travar rentabilidade, reduzindo exposição a ativos atrelados à inflação.

Visões por casa

A Santander mantém viés positivo para renda fixa, vendo potencial de valorização com cortes adicionais de juros e prêmio real elevado. Enxergam espaço para ganhos se o ciclo de cortes for maior ou mais rápido, especialmente em títulos de alta qualidade.

A visão de crédito privado é cautelosa. Em meio a rebaixamentos recentes de Ambipar e Braskem, as gestoras adotam seleção mais rígida, privilegiando empresas com alta geração de caixa.

Na Legacy, o foco é evitar armadilhas e manter exposição mínima a nomes problemáticos. Casos como Ambipar, Braskem e AgroGalaxy impactaram pouco, com Braskem representando cerca de 0,5% da carteira.

Para investimentos no exterior, a tendência é positiva, com preferência por setores não presentes no Brasil, aproveitando o momento favorável da bolsa brasileira.

Legacy

Renda fixa: vê juros nominais como prioridade, com Tesouro IPCA+ como ativo ajustado ao risco. Crédito privado: evita setores cíclicos, priorizando infraestrutura, energia, saneamento, rodovias e telecom, com crédito de alta qualidade. Ações: neutras, acreditando que os ganhos ficam maiores nos títulos.

Exterior: posição favorável a ganhos com queda dos juros nos EUA, buscando setores como infraestrutura tecnológica e grandes companhias globais. Teses de longo prazo incluem urânio e ouro como reserva de valor.

Santander

Renda fixa: positiva, com uso de prefixados e IPCA+ como proteção. Crédito privado: neutro, preferindo papéis de bancos de grande/médio porte com boa qualidade. Ações: positivas, antevendo maior fluxo externo ao Brasil e valorização em commodities e bancos. Exterior: levemente positivo, com foco nos EUA e China, incluindo biotecnologia, tecnologia e setor imobiliário.

Arx

Crédito privado: equilíbrio de preços fragmentado, priorizando bancos e títulos de alta qualidade, com foco em curto prazo. Debêntures incentivadas apresentam boa relação risco-retorno, mas há impactos no setor elétrico e telecom devido a desequilíbrios de oferta e competição.

Ações: positivas, com aposta no varejo (Lojas Renner, Assaí, Azzas) e em bancos como Bradesco, que devem apresentar melhora operacional. Setor elétrico aparece como defensivo em ativos com potencial de alta de preços da energia. Telefonia também compõe posição relevante pela geração estável de caixa.

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