- O Commonwealth Bank registrou lucro em caixa de $5.45bn no primeiro semestre, número recorde para o período.
- O banco informou que, em média, concede mais de 3.000 financiamentos habitacionais por semana, em um cenário de imóveis perto de recordes em grande parte do país.
- Investidores passaram a responder por 43% das novas operações de crédito imobiliário, acima de 37% há dois anos, enquanto empréstimos a ocupantes de imóveis diminuíram como parcela do portfólio.
- O saldo de empréstimos para moradia subiu 7% no último ano, alcançando $622bn, e 97% desses clientes também têm conta no banco.
- O lucro em caixa aumentou 6% na comparação anual, com dividendo intermediário de $2,35, 10c a mais que há um ano.
O Commonwealth Bank (CBA) registrou lucro em caixa sem itens extraordinários de 5,45 bilhões de dólares no primeiro semestre, número recorde para o período. O desempenho ocorre em meio a influxo de investidores no mercado imobiliário, que empurra preços para patamares próximos dos recordes.
A instituição australiana informou que, em média, está aprovando mais de 3.000 empréstimos imobiliários por semana. O destaque fica com o crédito residencial, com 43% dos novos negócios vindo de investidores, alta frente a 37% de dois anos atrás. Os financiamentos para ocupantes de imóveis diminuíram como parte da carteira.
Na visão do banco, os saldos de hipotecas cresceram 7% no último ano, alcançando 622 bilhões de dólares. Cerca de 97% desses clientes também mantêm conta transacional no CBA. O lucro em caixa do semestre subiu 6% ante o mesmo período do ano anterior, superando as expectativas.
A edição de dividendos ficou em 2,35 dólares por ação, aumento de 10 centavos na comparação com o ano anterior. O banco observou queda na parcela de inadimplência entre mutuários, após cortes de juros e medidas de alívio tributário adotados no ano passado, ainda que o índice permaneça elevado.
O desempenho robusto gerou reação positiva no mercado: as ações do CBA avançaram mais de 7% na sessão, com o mercado avaliando o dinamismo de crédito residencial e corporativo. Em reunião com investidores, o CEO Matt Comyn ressaltou o crescimento de 7% dos saldos de hipotecas no último ano.
Impacto no cenário de crédito e trabalho
Especialistas destacam que o aumento de crédito para investidores reflete tendência nacional, com clientes de alto potencial financeiro assumindo maior participação. Dados oficiais mostram que investidores responderam por cerca de 40% dos empréstimos residenciais no último trimestre de 2025.
O apetite por crédito acelerou após cortes de juros de 2025, segundo o Tesouro e o Banco Central. Mesmo após elevação recente da taxa básica, o acesso ao crédito permaneceu relativamente fácil, abrindo espaço para expansão da oferta de empréstimos.
A autorregulação de crédito ganhou novo impulso com limites anunciados pela autoridade prudencial, que passaram a vigorar em 1º de fevereiro, restringindo novos empréstimos a tomadores com elevada relação dívida/ingresso. A mudança visa reduzir riscos de inadimplência futura.
A circulation de decisões regulatórias e a dinâmica de preços no setor imobiliário permanecem sob vigilância de autoridades e do mercado. A persistência de condições de crédito mais brandas, aliada a aumentos de atividade, é tema de debate entre analistas e trabalhadores financeiros.
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