- Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,317 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 13,2% ante o mesmo período de 2024 e de 3,7% em relação ao trimestre anterior.
- O resultado ficou levemente acima do consenso de analistas, que esperava lucro de R$ 12,26 bilhões.
- No total de 2025, o banco teve lucro de R$ 46,83 bilhões; o ROE ficou em 23,4%.
- A carteira de crédito expandida encerrou 2025 em R$ 1,49 trilhão, alta de 6% na comparação anual (e 6,3% frente ao terceiro trimestre).
- Para 2026, o Itaú projeta crescimento da carteira de crédito entre cinco e nove por cento, com desempenho de margens entre cinco e nove por cento e receitas de serviços e seguros entre cinco e nove por cento.
O Itaú Unibanco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 12,317 bilhões no 4º trimestre de 2025, alta de 13,2% na comparação anual e de 3,7% frente ao período anterior. O resultado ficou ligeiramente acima do consenso de analistas.
No consolidado anual, o banco registrou lucro de R$ 46,83 bilhões, aumento de 13,1% frente a 2024. O ROE, índice de rentabilidade, ficou em 23,4%, 0,1 p.p. acima do trimestre anterior e 1,2 p.p. acima do mesmo período do ano anterior.
O CEO Milton Maluhy Filho destacou equilíbrio de risco, solidez e governança. A empresa afirmou chegar 2026 com foco em crescimento responsável e criação de valor sustentável.
Resultados do 4º trimestre
A carteira de crédito expandida encerrou 2025 em R$ 1,49 trilhão, alta de 6% frente a 2024 e 6,3% ante o 3º trimestre. Pessoas físicas cresceram 6,6%, para R$ 474,3 bilhões, e MPME subiu 8,7%, para R$ 303,1 bilhões. Grandes empresas somaram R$ 455,9 bilhões, +5,2%.
A margem financeira gerencial ficou em R$ 31,53 bilhões, alta de 7,3% anual e 0,5% trimestral. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, estável em relação ao 3º trimestre.
Guidance para 2026
O Itaú projectiona crescimento da carteira de crédito total entre 5,5% e 9,5% em 2026, com Brasil entre 6,5% e 10,5%. A margem financeira com clientes deve subir entre 5% e 9%, e a margem com o mercado pode apresentar variação entre -2,5% e 0,5% bilhões, conforme cenário.
Receita de prestação de serviços e seguros deve crescer entre 5% e 9%. Despesas não recorrentes de juros estão previstas para alta entre 1,5% e 5,5%. O CFO Gabriel Amado de Moura afirmou que as projeções refletem uma base sólida para navegar diferentes cenários.
Reação de mercado
As ações chegaram a fechar em baixa de 3,29%, acompanhando o recuo de bancos após o resultado do Santander Brasil. Mesmo assim, as ações do Itaú acumulam valorização de 13,97% em 2026 e 50,44% em 12 meses.
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