- O Banco Master e o Ministério Público Federal investigam a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) lastreados em aluguéis futuros que não seriam realizados, ligados a terrenos de Ronaldinho Gaúcho em Porto Alegre avaliados em R$ 330 milhões.
- O fundo City 02 teria servido para captar recursos e financiar outros fundos do Master, sem que os imóveis gerassem negócios reais, com estimativa de CRIs fictícios chegando a R$ 1 bilhão.
- A defesa de Ronaldinho afirma que ele não participou das decisões e que os terrenos teriam problemas de licença ambiental e IPTU atrasado; encontros teriam se limitado a conversas preliminares.
- O BC interveio no Banco Master e na corretora Reag; a Polícia Federal investiga fraude financeira, e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, deve depor na CPMI do INSS após o carnaval.
- A notícia ganhou ampla repercussão, com Ronaldinho figurando em reportagens de grandes veículos e sendo associado ao caso de forma amplamente divulgada.
O Banco Master envolve Ronaldinho Gaúcho em investigação do Ministério Público Federal (MPF) e do Banco Central (BC). A defesa do ex-jogador sustenta que ele não tinha conhecimento da operação. A notícia veio a público pela imprensa nesta semana.
Segundo apuração, o foco são dois terrenos de Ronaldinho em Porto Alegre, avaliados em 330 milhões de reais. Eles teriam sido usados pelo Master e pela corretora Reag para a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). Os títulos seriam lastreados em aluguéis futuros que não seriam realizados.
O BC e o MPF identificaram um padrão: os CRIs eram emitidos com base em imóveis que, na prática, não gerariam negócios. O fundo envolvido é o City 02, com a captação de recursos e pagamentos de juros simulados, alimentando outros fundos do Master, que era seu único cotista. Sabe-se que parte dos recursos não chegou a se materializar.
A defesa de Ronaldinho afirma que ele participou apenas de encontros preliminares e que os terrenos não poderiam abrigar empreendimentos imobiliários, por falta de licença ambiental e por IPTU atrasado. Os sócios originais do empreendimento também dizem não ter conhecimento da emissão dos CRIs.
A investigação aponta para possível fraude financeira, com recursos captados que não viram negócios reais, servindo apenas para lastrear novas emissões de fundos. Estima-se que o montante de CRIs fictícios alcance até 1 bilhão de reais. O BC já interveio no Master e na Reag, enquanto a Polícia Federal apura fraude financeira envolvendo os executivos vinculados ao caso.
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, afirma colaborar com as autoridades. O depoimento dele deve ocorrer na CPMI do INSS, após o Carnaval, conforme informações oficiais. A apuração continua em andamento para esclarecer responsabilidades específicas.
Além do caso financeiro, o histórico de Ronaldinho é marcado por episódios imprevisíveis. Entre eles, a detenção no Paraguai por uso de passaporte falso e participações em diferentes áreas, como cinema e moda. O episódio atual não altera o tom informativo desta apuração.
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