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Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas

Morre aos 96 anos o filósofo alemão Jürgen Habermas, figura central da Escola de Frankfurt e teórico da democracia deliberativa

Jurgen Habermas: França e Alemanha precisam liderar uma política europeia
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  • Morreu o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas aos 96 anos, neste sábado, 14 de março, conforme anunciou a editora Suhrkamp.
  • Para ele, a democracia era o tema central do pensamento, defendendo a persuasão por meio do discurso e a ação social sem dominação.
  • Nascido em 1929, em Düsseldorf, Habermas foi figura-chave da Escola de Frankfurt e ocupou cargos em Frankfurt e Marburg.
  • Ficou conhecido por relacionar filosofia e política, teve atritos com a esquerda na década de sessenta e publicou a Teoria do agir comunicativo em 1971.
  • ao longo da carreira apoiou a integração europeia, criticou austeridade na União Europeia e defendeu intervenções humanitárias em situações de crise.

Morreu neste sábado (14/03), aos 96 anos, o filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, anunciada pela editora Suhrkamp, citando a família do pensador. A confirmação veio de um comunicado da casa editorial na Alemanha.

Habermas foi uma das principais referências da Escola de Frankfurt e atuou como crítico das crises políticas e econômicas globais. Seu pensamento enfatizou a democracia como elemento central na vida social e na legitimação da ação pública.

O pesquisador nasceu em 1929, em Düsseldorf. Cresceu em meio ao regime nazista e viu de perto os impactos históricos que moldaram sua crítica social e política. Sua trajetória acadêmica inclui estudos em filosofia, economia e literatura.

A Escola de Frankfurt

A partir da década de 1960, Habermas tornou-se figura central na teoria crítica. Trabalhou na Interpretação da sociedade, juntando teoria e intervenção pública. Sua atuação o aproximou de estudantes e intelectuais engajados na época.

Ele foi codirigente do Instituto Max Planck em Starnberg, onde publicou a obra Teoria do agir comunicativo. Nela, defende que a linguagem fundamenta normas e que o discurso livre de dominação orienta a democracia.

Legado e posições marcantes

Habermas defendeu participação política por meio da desobediência civil, mas afastou-se de radicais de esquerda. Em 1999, apoiou a intervenção da Otan no Kosovo, sob justificativa de direito internacional.

Defensor da integração europeia, criticou déficits democráticos da UE e rejeitou austeridade excessiva. Em 2024, publicou Es musste etwas besser werden, criticando a lógica da guerra entre elites ocidentais.

A obra e a atuação pública renderam prêmios e reconhecimentos internacionais. Anos após sua aposentadoria, Habermas manteve influência sobre debates na Alemanha e no exterior.

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