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Brasil registra seu primeiro filme indicado ao Oscar

Primeiro filme brasileiro indicado ao Oscar, venceu a Palma de Ouro em Cannes e provocou divergência entre crítica e Cinema Novo

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Imagem da cena do filme "O Pagador de Promessas" em que o personagem principal está carregando uma cruz.
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  • O Pagador de Promessas foi o primeiro filme brasileiro indicado ao Oscar, em 1963, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.
  • Em Cannes de 1962, o filme ganhou a Palma de Ouro, a principal honraria do festival, tornando-se o único longa brasileiro a conquista‑la.
  • Dirigido por Anselmo Duarte, a história acompanha Zé do Burro, que cumpre uma promessa ligada a uma tentativa de recuperação de seu animal e envolve conflito entre fé e tradições.
  • Embora tenha ficado com a indicação no Oscar, a vitória na categoria só veio décadas depois, em 2025, com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.
  • A produção enfrentou críticas do movimento Cinema Novo, mas foi escolhida para representar o Brasil em Cannes após vencer a competição interna envolvendo Os Cafajestes.

O Pagador de Promessas foi o primeiro filme brasileiro indicado ao Oscar e a única produção nacional a vencer a Palma de Ouro em Cannes. Dirigido por Anselmo Duarte, a obra marcou a história do cinema no Brasil na década de 1960.

Em 1963, o longa disputou Melhor Filme Estrangeiro no Oscar, mas ficou atrás do francês Sempre aos Domingos. A vitória brasileira na categoria viria apenas em 2025 com Ainda Estou Aqui, de Walter Salles.

Conquistas em Cannes antecedem o Oscar: o filme levou a Palma de Ouro em 1962, prêmio máximo do festival. O ineditismo da vitória brasileira chamou atenção internacional, mesmo com críticas de parte do Cinema Novo.

Contexto da produção: a trama acompanha Zé do Burro, interpretado por Leonardo Villar, que faz uma promessa em um terreiro de candomblé para salvar seu animal. O caminho até Salvador gera conflito com a igreja local.

A recepção internacional foi polarizada: críticos elogiaram a abordagem, enquanto outros a consideraram tradicional demais para a época. Glauber Rocha participou da produção, mas divergências com o filme foram registradas.

Detalhes adicionais da história: o filme é adaptação da peça homônima de Dias Gomes, gravado na Bahia entre agosto e setembro de 1961. A obra aborda choque entre religião de matriz africana e o catolicismo das elites.

Curiosidades e legado: a Palma de Ouro ficou por décadas no município de Salto, interior de São Paulo, em um cofre que precisou ser arrombado em 2022 para acesso. A réplica da estatueta hoje fica no Centro de Cultura de Salto, com danos na peça original.

Pontes entre épocas e circulação: o filme permanece disponível no Globoplay e no Telecine, mantendo relevante o debate sobre cinema nacional e suas fronteiras internacionais.

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