- Um levantamento exclusivo do g1 aponta 336 homens com mandados de prisão pendentes por feminicídio no Brasil, incluindo casos com condenação em definitivo.
- Os mandados estão distribuídos por 25 estados, com maior concentração em São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará.
- As situações vão desde prisão preventiva até recaptura após condenação e prisões decretadas após primeira instância.
- Os casos envolvem desde condenados que romperam tornozeleira eletrônica e sumiram até réus que nunca foram presos, mesmo com condenação.
- O material usa dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP) e abrange ocorrências registradas entre o fim dos anos noventa e 2023.
Foi divulgado um levantamento exclusivo do g1 apontando 336 homens condenados ou investigados por feminicídio que ainda são procurados pela Justiça no Brasil. Os mandados estão em aberto e, portanto, os suspeitos deveriam estar presos, mas permanecem livres.
A análise utiliza dados do BNMP e do CNJ, reunidos ao longo de mais de duas décadas, até 2023. A distribuição ocorre em 25 estados, com maior concentração em São Paulo, Bahia, Maranhão e Pará. Mandados podem ser de prisão preventiva, recaptura ou após condenação em segunda instância.
Entre os casos, há integrantes condenados que romperam tornozeleiras, fluidos de fuga durante o processo e réus que nunca foram presos mesmo após condenação. A grande maioria envolve feminicídio consumado, mas há também registros de tentativas.
Casos em evidência
Em Gurupi, Tocantins, Cláudio Jerre Alexandre Dias foi condenado a 42 anos por assassinato da ex-companheira; o crime ocorreu em 2022 e ele fugiu em 2023. Condenação ocorreu em novembro de 2023, com mandado pendente desde então.
Em Belo Horizonte, Rodrigo Junio da Costa foi condenado a quase oito anos por invadir a casa da ex e atacá-la com duas facas. Durante a pandemia, recebeu prisão domiciliar, progrediu para o semiaberto e fugiu; procurado desde agosto de 2024.
No Maranhão, Joilson Nascimento dos Santos foi condenado a mais de nove anos por ataques à esposa em área rural. A vítima sobreviveu; réu fugiu durante o processo e permanece foragido.
Em Manaus, Marcondes Figueiredo de Oliveira foi condenado a 11 anos por assassinato de uma mulher em 2001. Rompeu a tornozeleira em 2020, após progressão para semiaberto, e segue foragido. O novo mandado foi expedido após avaliação judicial.
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