- Pesquisadores no Nepal confirmaram a presença de um pangolim chinês raro no bosque comunitário de Panchakanya, considerado sagrado pelos moradores, no distrito de Sunsari.
- Houve, pela primeira vez, evidência em vídeo do pangolim no Nepal, registrada em 21 de janeiro de 2025 pelas câmeras de armadilha instaladas no local.
- O pangolim chinês (Manis pentadactyla) é listado como criticamente ameaçado pela perda de habitat e pela caça, protegido por leis nepalesas.
- O estudo aponta que o bosque, com 0,56 quilômetro quadrado, pode abrigar mais de um indivíduo, e monitoramento de longo prazo é necessário para entender população e uso do habitat.
- Mesmo fora de áreas protegidas, florestas fragmentadas podem oferecer refúgios para fauna ameaçada, com gestão comunitária e um templo local ajudando na proteção.
Um pangolim chinês raro foi confirmado vivo em uma pequena floresta comunitária considerada sagrada pela população local no Nepal. A espécie, o pangolim chinês (Manis pentadactyla), foi registrada por meio de câmeras armadas pelos pesquisadores, em janeiro de 2025, no distrito de Sunsari.
A equipe liderada por Tujin Rai, da Tribhuvan University, instalou armadilhas fotográficas em trilhas e ao redor de tocas recentemente escavadas. Em 21 de janeiro de 2025, as imagens mostraram um pangolim macho. O estudo indica a presença de quase 30 tocas de pangolim no local.
A floresta comunitária de Panchakanya tem apenas 0,56 km² e fica inserida em um mosaico de aldeias, áreas agrícolas e vias de transporte, próximo ao Rio Sewti. Os pesquisadores destacam que a confirmação mostra que florestas fragmentadas fora de áreas protegidas também podem servir de refúgio para animais ameaçados.
Segundo o estudo, além do pangolim, foram observadas pistas adicionais como pegadas e tocas, sobretudo em áreas com alta abundância de formigas e cupins. Os autores ressaltam a necessidade de monitoramento de longo prazo para estimar o tamanho populacional e padrões de uso do habitat.
Especialista externo, Kumar Paudel, da ONG Greenhood Nepal, ressalta que, além da caça, a perda de habitat é uma grande ameaça em florestas comunitárias. Ele recomenda que comunidades reduzam a caça e preservem os habitats de pangolins durante atividades de manejo florestal.
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