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Testes de urina mostram consumo diário de álcool por chimpanzés

Análise de urina em chimpanzés revela ingestão diária de álcool via frutas fermentadas, cerca de 14 gramas — o equivalente a pouco mais de uma latinha de cerveja

Fotografia de um chimpanzé comendo planta na floresta.
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  • chimpanzés consomem álcool diariamente por meio de frutas fermentadas, em quantidades próximas a uma latinha de cerveja brasileira por dia.
  • estudo anterior, da Universidade da Califórnia em Berkeley, estimou ingestão com base na fermentação das frutas e no consumo diário, chegando a cerca de 14 gramas por dia.
  • novo estudo, publicado em Biology Letters, analisou urina de chimpanzés em um parque de conservação na Uganda para confirmar o consumo de álcool.
  • foram coletadas 20 amostras de 19 chimpanzés; 10 apresentaram concentração de álcool maior que 500 nanogramas por mililitro, marcador de ingestão relevante em humanos.
  • ainda não está claro qual efeito do álcool tem no corpo dos chimpanzés, se eles ficam “bêbados” ou se há preferência por frutas com maior teor alcoólico; perguntas importantes para entender vínculos evolutivos com humanos.

O que aconteceu, quem está envolvido, quando, onde e por quê: um estudo confirmou, por meio de urina, que chimpanzés em um parque de conservação na Uganda consomem álcool diariamente, proveniente de frutas fermentadas. A pesquisa, envolvendo a Universidade da Califórnia em Berkeley, aponta ingestão média de cerca de 14 g por dia por macaco.

As frutas da dieta normal dos chimpanzés podem fermentar, atingindo até 0,3% de álcool. Em média, os animais consomem 4,5 kg de polpa diariamente, o que resulta em consumo de álcool suficiente para quantidades próximas a uma lata brasileira de cerveja por dia, segundo os cálculos do estudo.

Metodologia e resultados

A coleta de urina ocorreu ao longo de 11 dias, com amostras de 19 chimpanzés, totalizando 20 objetos de estudo. Amostras com concentrações superiores a 500 ng/mL indicaram ingestão voluntária semelhante a uma a duas doses padrão em 24 horas, confirmação adicional aos cálculos anteriores.

Os pesquisadores seguiram hábitos dos animais para localizar urina, usando sacola plástica para coleta discreta e também amostras de poças e de folhas sob as árvores. A pesquisadora Sharifah Namaganda auxiliou na coleta, junto com Aleksey Maro.

Questionamentos em aberto

Ainda não se sabe qual é o efeito do álcool no corpo dos chimpanzés, se há sinais de embriaguez ou vantagens evolutivas. Também permanece incerta a preferência por frutas com teor alcoólico maior e o papel do álcool na evolução humana.

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