- O setor de galerias de Londres passa por um reset: mercado mais lento, custos operacionais mais altos e mudanças no comportamento de compra.
- O London Gallery Weekend (LGW) acontece de 5 a 7 de junho, com abertura de cerca de duas dúzias de novas galerias na cidade.
- As galerias estão experimentando novos modelos de negócio, com foco crescente na programação de exposições internas em vez de depender majoritariamente de feiras de arte.
- Várias casas ampliaram espaço ou infraestrutura, como Edel Assanti e Elizabeth Xi Bauer, e enfatizam apresentações curtas e acessíveis, próximas do público local.
- Acórdãos institucionais continuam a sustentar o mercado: museus têm adquirido obras de artistas representados por galerias, fortalecendo a presença da capital no cenário global.
A cena de galerias de Londres passa por uma reconfiguração impulsionada por custos crescentes, mercado mais lento e mudanças no comportamento de colecionadores. O London Gallery Weekend (LGW) volta de 5 a 7 de junho, revelando abertura de novas espaços e experimentos comerciais.
Diversas galerias estão ampliando sua presença na capital, com cerca de duas dezenas de novas aceitais nos últimos anos. Em vez de se retrair, muitas apostam no que Londres oferece: público global, rede de artistas e diversidade cultural difícil de replicar.
O foco interno das galeras ganha força. Embora as feiras tenham sido caminho dominante há anos, as casas passam a priorizar mostras próprias, reduzindo ciclos de planejamento e custos de logística.
Mudanças de modelo e investimentos locais
Pale Horse Gallery, em Marylebone, prioriza programação de exposição com artistas autodidatas, exibindo Marijn van Kreij até 18 de julho. A fundadora ressalta que, apesar dos benefícios das feiras, para galerias jovens cada participação é um risco.
Edel Assanti inaugurou uma segunda unidade em St James’s, com espaço mais íntimo na Bury Street para apresentações concentradas. A galeria mostra obras de Lonnie Holley até 7 de junho, buscando flexibilidade frente a projetos maiores.
O sócio-fundador do Edel Assanti, Jeremy Epstein, explica que a relevância da exposição é fundamental para a vitalidade cultural e financeira da galeria. A empresa mantém o rumo de fortalecer a presença londrina após 17 anos.
Expansão, infraestrutura e alcance internacional
Outra tendência é oferecer infraestrutura aos artistas. Elizabeth Xi Bauer abriu uma segunda casa em Exmouth Market e transforma a unidade original em estúdios e residência, ampliando suporte aos criadores.
A presença internacional continua relevante para o setor. Sundaram Tagore inaugurou uma galeria em Londres com uma mostra coletiva sobre hibridismo, reunindo colecionadores de diversas regiões já no lançamento.
O veterano negociante afirma que Londres permanece global e atrai público de várias partes do mundo, mantendo o foco em conexões com poucos contatos bem escolhidos para sustentar o negócio.
Museus, público e o papel de LGW
Além das vendas, o êxito passa pela relação com instituições museais. A valorização de aquisições museais ajuda a manter o mercado local ativo mesmo em tempos de menor demanda comercial.
O galerista Oly Durey, agora Larkin Durey, cita apoio de museus de Tate, Louvre Abu Dhabi e Detroit Institute of Arts como impulso para a visibilidade dos artistas que representa, durante o LGW.
Ao falar sobre LGW, os organizadores destacam o objetivo de evidenciar a diversidade do ecossistema de galerias de Londres, incluindo diferentes bairros, modelos de negócio e maneiras de trabalhar com artistas.
O panorama atual indica que o setor londrino permanece sob pressão, mas a variedade e a amplitude de opções continuaram a sustentar a cena durante o LGW.
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