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Retrospectiva de Beryl Cook mostra que há mais do que suas figuras icônicas

Nova leitura de Beryl Cook amplia a percepção da artista, destacando exploração de gênero, classe e imagem corporal em retratos de mulheres plus-size e prazer

Beryl Cook’s Window Dresser II (1994), part of the show at The Box in Plymouth
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  • A mostra destaca que Beryl Cook, além de retratos de mulheres com volume, explorou temas como gênero, classe e imagem corporal, recebendo nova avaliação no circuito das artes.
  • Em Pride and Joy, no The Box, Plymouth, há várias pinturas que mostram mulheres de meia-idade, plus-size, em convívio social em bares, pubs e cafés.
  • Cook registrou de forma afetuosa a vida na comunidade LGBTQ+ de Plymouth nas décadas de 1970 e 1980, mantendo-se mais observadora do que participativa.
  • A exposição contextualiza a obra de Cook com artistas como Rubens, Edward Burra, Stanley Spencer e Pieter Brueghel, e reforça a importância de seu legado para artistas jovens em Karst Gallery.
  • The Box mantém Pride and Joy em cartaz até 31 de maio, enquanto Karst exibe Discord & Harmony até 18 de abril, reforçando a atualidade da obra de Cook.

Beryl Cook ganha grande retrospectiva em Plymouth com foco na sua habitual visão alegre da figura humana. A exposição Pride and Joy fica em The Box até 31 de maio, reunindo pinturas que celebram o prazer de estar junto. A mostra destaca a presença constante de mulheres de formas volumosas.

A retrospectiva em Plymouth acompanha a reavaliação de Cook no circuito de arte britânico. A cidade abriga também a mostra Discord & Harmony, em Karst Gallery, mostrando conexões entre Cook e artistas contemporâneos. A curadoria enfatiza a observação social e o humor nas cenas.

Cook viveu 40 anos em Plymouth e retratou o cotidiano de comunidades urbanas, incluindo espaços LGBTQ+. Suas obras captam gestos, roupas e dinâmicas de bares e clubes com detalhes precisos e uma linguagem de bem-estar, sem patologizar a vida cotidiana.

Contexto e influência

A exposição no The Box contrasta com recepção histórica ambígua da crítica especializada, que antes via as obras como picantes e banais. Hoje, a releitura valoriza a técnica, o controle de composição e a expressividade do corpo, bem como o comentário social.

O evento curatorial em Plymouth integra referências de mestres como Rubens e Brueghel, mantendo a essência popular de Cook ao lado de entradas de artistas jovens. A programação reforça o papel de Cook como ponte entre tradição e contemporaneidade.

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