- O Spencer Museum of Art, em Lawrence, Kansas, apresenta a maior exposição já dedicada ao artista Jimmy Tsutomu Mirikitani, intitulada Street Nihonga: The Art of Jimmy Tsutomu Mirikitani, de dezenove de fevereiro a vinte e oito de junho.
- Mirikitani (1920–2012), nascido em Sacramento e criado em Hiroshima, foi treinado em Nihonga (pintura no estilo japonês) e enfrentou encarceramento durante a Segunda Guerra Mundial devido à ascendência japonesa, além de viveu em situação de rua.
- A mostra reúne desenhos, colagens e obras em mixed media, destacando uma prática criativa moldada por deslocamento, trauma e resiliência, incluindo temas como as queimas das torres do World Trade Center e retratos de gatos.
- A maior parte das obras da exposição veio da coleção de Linda Hattendorf, que também ajudou Mirikitani a encontrar moradia estável após o documentário de 2006, The Cats of Mirikitani.
- A exposição e os curadores enfatizam Mirikitani como um criador deliberado, não apenas um artista autodidata ou outsider, e convidam o público a interpretar a arte como expressão surgida entre nações, conflitos e comunidades.
A exposição Street Nihonga: The Art of Jimmy Tsutomu Mirikitani chega ao Spencer Museum of Art, em Lawrence, Kansas, com a maior apresentação já dedicada ao artista americano. A mostra reúne desenho, collage e técnicas mistas para revelar a vida moldada pela deslocamento, trauma e resiliência.
Mirikitani nasceu em Sacramento (1920) e foi criado em Hiroshima. Durante a vida sofreu prisão por ascendência japonesa e conviviu com a precariedade da moradia. Em meio a crises globais e pessoais, ele produziu obras que buscavam sobrevivência e autoafirmação, incluindo cenas do World Trade Center e retratos de gatos.
A curadoria destaca a resistência criativa de Mirikitani, que vinculou estética japonesa a intervenções urbanas públicas. Muitas peças surgiram em parques, com participação de vizinhos e estranhos, ampliando o alcance social da arte dele.
Segundo a co-curadora Maki Kaneko, a obra de Mirikitani ganha relevância contemporânea ao tratar de racismo, migração, apatridia, guerra e moradia, indo além de etiquetas de “auto-didata” ou “ outsider”. A mostra propõe uma releitura de categorias artísticas.
A exposição, que fica em cartaz de 19 de fevereiro a 28 de junho, utiliza principalmente obras da coleção da cineasta Linda Hattendorf, que também ajudou Mirikitani a encontrar moradia estável quando ele era sem-teto. O material está sob guarda do Spencer Museum.
Sobre a curadoria e o significado da mostra
Kris Ercums ressalta que a exposição reúne Moderno e contemporâneo, artes em papel e história asiática, convidando o público a repensar essasด้ áreas em conjunto. Mirikitani é visto como maker deliberado, não apenas autodidata.
A diretora do Spencer Museum aponta que a mostra convida o visitante a olhar com atenção, estabelecer conexões e refletir sobre como o sentido é moldado pela colaboração e pelo encontro entre culturas.
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