- França e Itália defendem a retomada do diálogo direto com Vladimir Putin para não ficar ausente no cenário de segurança europeu, enquanto Alemanha e Reino Unido são contrários no momento.
- A União Europeia busca manter voz na mesa de negociação sobre a Ucrânia e ampliar a pressão sobre a Rússia para enfraquecer o Kremlin.
- A gestão de Washington, sob Donald Trump, é vista como mais isolacionista, o que acende o debate sobre se a Europa deve dialogar diretamente com a Rússia sem depender dos Estados Unidos.
- Durante a Conferência de Segurança de Múnique, líderes europeus discutiram maneiras de aumentar o apoio a Kiev e endurecer sanções, especialmente no setor energético russo, além de pensar em um possível enviado especial da UE.
- Zelenski anunciou que aliados aprovaram novo pacote de ajuda militar e energética para a Ucrânia, próximo ao quarto aniversário da invasão, fortalecendo a resposta europeia à guerra.
França e Itália defendem retomar o diálogo direto com Putin para não ficarem isoladas em uma mesa de negociações dominada pelos EUA. A União Europeia busca pressionar o Kremlin e manter sua participação na definição da segurança europeia.
Ao menos nos últimos meses, a Europa tem debatido se falar ou não com Moscou, diante de ataques russos a Kiev e de ações contra infraestrutura na Ucrânia. Paris já retomou alguns canais técnicos com Moscou, mas sem resultados significativos.
Na Alemanha e no Reino Unido, a visão é de que não é o momento de abrir canais com Putin, que sinaliza resistir aos ataques e pressiona com medidas que afetam energia e civis na Ucrânia. O tema divide alianças dentro da UE e entre membros da OTAN.
Diálogo e pressão
França sustenta que a Europa precisa falar com Moscou para não ficar à margem de uma discussão que molda a arquitetura de segurança do continente. Itália reforça a necessidade de um enfoque coordenado entre os países europeus.
Ao vivo na conferência de Munique, líderes defendem aumentar a pressão sobre a Rússia para enfraquecer sua estratégia e fortalecer a posição de Kiev nas negociações. A ideia é mostrar que a UE tem instrumentos de alavancagem, não apenas acompanhar Washington.
Zelenski afirmou, via X, que aliados aprovaram novo pacote de ajuda a Kiev, a ser anunciado próximo ao quarto aniversário da invasão. O objetivo é sustentar a resistência ucraniana diante do frio e dos danos à infraestrutura.
Envio especial e resposta de Moscou
Vários nomes são citados como possíveis enviados especiais da UE para tratar com Moscou, entre eles ex-líderes finlandeses. Enquanto isso, a diplomacia russa afirma que o reinício do diálogo seria um passo positivo, embora mantenha a narrativa de que a negociação deve respeitar seus interesses.
Experts destacam que qualquer diálogo com Moscou exige firmeza e apoio da UE. A percepção de que a Europa, sozinha, precisa sustentar Kiev reforça a discussão sobre a função de Washington e o papel da UE na construção de garantias de segurança.
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