- A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a operação “Dublê” para combater fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- Ao menos sete suspeitos teriam usado o nome da loja Havan para desviar R$ 576 mil em um único dia.
- Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Ponta Grossa (Paraná) e Viçosa (Minas Gerais), com apoio de polícias estaduais.
- Investigação aponta abertura fraudulosa de uma conta em nome da Havan junto a uma plataforma de pagamentos, usando dados empresariais sem autorização dos representantes legais.
- A rede divulgou nota reafirmando que não realiza investimentos nem cartões virtuais, e a polícia busca apreender dispositivos e documentos; os crimes apurados incluem estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que realizou, nesta quinta-feira (26), a Operação Dublê para desarticular uma organização criminosa dedicada a fraudes e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que ao menos sete suspeitos usaram o nome da loja Havan para desviar cerca de R$ 576 mil em um único dia.
Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades de diferentes estados, incluindo Valinhos e Caraguatatuba, em São Paulo, além de Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG. A ação contou com o apoio das polícias civis estaduais envolvidas. A prática envolve abertura fraudulenta de uma conta empresarial vinculada à rede catarinense, sem autorização dos responsáveis legais.
A investigação aponta que a conta fraudulenta recebia valores de vítimas de golpes em diversos estados, sobretudo em 14 de agosto do ano passado, com repasses rápidos para contas de terceiros e laranjas, dificultando o rastreamento da origem. Houve apuração de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como divide de valores, mirroring e dispersão entre os investigados.
O que envolve e impactos financeiros
A polícia detalha que os valores eram fragmentados em pequenas quantias e transferidos entre várias contas, com uso de empresas para ocultar a origem dos recursos. A investigação também aponta que o dinheiro era pulverizado por meio de diversas transações para dificultar a identificação dos beneficiários.
A rede de lojas Havan divulgou nota afirmando que não realiza investimentos, não solicita depósitos, não faz o cartão Havan de forma virtual e orienta desconfiança diante de propostas semelhantes. A empresa ressalta desconhecer as atividades dos investigados.
Desdobramentos e próximos passos
As autoridades buscam coletar evidências por meio de apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais. Os investigadores indicam que os suspeitos podem responder por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A operação segue para analisar provas e identificar todos os envolvidos.
Entre na conversa da comunidade