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Polícia prende suspeitos por uso do nome Havan em golpes milionários

Operação Dublê mira organização que usava o nome da Havan para desvio de dinheiro; 576 mil reais em um dia e indícios de lavagem de recursos

Nome das lojas Havan foi usado em golpes. (Foto: Josué Marinho / Wikimedia Commons)
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  • A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a operação “Dublê” para combater fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
  • Ao menos sete suspeitos teriam usado o nome da loja Havan para desviar R$ 576 mil em um único dia.
  • Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Ponta Grossa (Paraná) e Viçosa (Minas Gerais), com apoio de polícias estaduais.
  • Investigação aponta abertura fraudulosa de uma conta em nome da Havan junto a uma plataforma de pagamentos, usando dados empresariais sem autorização dos representantes legais.
  • A rede divulgou nota reafirmando que não realiza investimentos nem cartões virtuais, e a polícia busca apreender dispositivos e documentos; os crimes apurados incluem estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Polícia Civil de Santa Catarina informou que realizou, nesta quinta-feira (26), a Operação Dublê para desarticular uma organização criminosa dedicada a fraudes e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que ao menos sete suspeitos usaram o nome da loja Havan para desviar cerca de R$ 576 mil em um único dia.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em cidades de diferentes estados, incluindo Valinhos e Caraguatatuba, em São Paulo, além de Ponta Grossa (PR) e Viçosa (MG. A ação contou com o apoio das polícias civis estaduais envolvidas. A prática envolve abertura fraudulenta de uma conta empresarial vinculada à rede catarinense, sem autorização dos responsáveis legais.

A investigação aponta que a conta fraudulenta recebia valores de vítimas de golpes em diversos estados, sobretudo em 14 de agosto do ano passado, com repasses rápidos para contas de terceiros e laranjas, dificultando o rastreamento da origem. Houve apuração de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como divide de valores, mirroring e dispersão entre os investigados.

O que envolve e impactos financeiros

A polícia detalha que os valores eram fragmentados em pequenas quantias e transferidos entre várias contas, com uso de empresas para ocultar a origem dos recursos. A investigação também aponta que o dinheiro era pulverizado por meio de diversas transações para dificultar a identificação dos beneficiários.

A rede de lojas Havan divulgou nota afirmando que não realiza investimentos, não solicita depósitos, não faz o cartão Havan de forma virtual e orienta desconfiança diante de propostas semelhantes. A empresa ressalta desconhecer as atividades dos investigados.

Desdobramentos e próximos passos

As autoridades buscam coletar evidências por meio de apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais. Os investigadores indicam que os suspeitos podem responder por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A operação segue para analisar provas e identificar todos os envolvidos.

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