- Michel Bastos afirma que a seleção brasileira deveria ter alterado a estratégia ao longo da partida contra a Noruega, após a eliminação na Copa do Mundo dos EUA por 2 a 1.
- O ex-jogador diz que recuar as linhas pode ter feito sentido no primeiro tempo, mas não na continuidade do jogo, quando a equipe não se adaptou para que o adversário se ajustasse ao estilo brasileiro.
- Vinícius Júnior foi apontado como responsável por assumir o protagonismo, porém, segundo Bastos, o excesso de individualidade prejudicou o aspecto tático da equipe.
- Cris Schwambach e Bastos associam o resultado à turbulência administrativa da CBF nos últimos quatro anos, com mudanças de treinadores e da presidência, que atrapalharam o alinhamento entre as áreas técnicas.
- O comentarista também destaca que o elenco sofreu com ausência de maturação em um ciclo de quatro anos, com mudanças de treinadores e lesões que impediram a construção adequada da equipe.
A seleção brasileira foi eliminada da Copa do Mundo dos EUA ao perder por 2 a 1 para a Noruega, em jogo marcado pela necessidade de ajuste tático ao longo da partida. A derrota trouxe cobranças sobre a postura adotada pela equipe.
Michel Bastos, comentarista da CNN na Copa, afirmou que o Brasil precisava mudar de estratégia durante a partida, não apenas no início. A ideia de recuar a defesa para evitar o mano a mano com Haaland teve validade no primeiro tempo, mas não sustentou o duelo.
Segundo Bastos, manter o mesmo ritmo após a pressão da Noruega afastou o time do seu estilo. Em termos de protagonismo, Vinícius Júnior assumiu a responsabilidade, mas abusou da individualidade, prejudicando o funcionamento coletivo.
Análise tática e gestão do elenco
Cris Schwambach, apresentadora do CNN na Copa, escreve que o resultado reflete a turbulência administrativa da CBF nos últimos quatro anos, com mudanças de treinadores e da presidência. A gestão interna é apontada como fator comum à instabilidade.
Bastos acrescenta que o elenco vive um ciclo curto, com jogadores sem maturação suficiente para uma Copa do Mundo e outros ausentes por lesão. Ele ressalta que o ciclo de quatro anos é essencial para o desenvolvimento da equipe.
Ainda conforme as análises, o desempenho também é visto como consequência de desorganização entre treinadores e traços de inconsistente planejamento estratégico dentro da gestão da seleção.
Entre na conversa da comunidade