Steve Cohen, que comprou os Mets em 2020 por US$ 2,4 bilhões, ainda não levou a equipe a uma Série Mundial. A temporada em curso tem sido marcada por resultados ruins e mudanças na gestão, gerando questionamentos sobre o caminho traçado pelo novo proprietário.
Na madrugada de 15 de abril, após outra derrota para o Dodgers, Cohen postou no X que enxergava sinais de recuperação econômica para o clube, frase interpretada como “green shoots”. Mesmo assim, o Mets perdeu o jogo seguinte por 8 a 2 e encerrou a série com revés.
A equipe soma 15 derrotas nos últimos 17 jogos e acumula uma sequência negativa que terminou com a sequência de quatro séries em casa, incluindo uma varredura pelo Colorado Rockies, que chega a 323 derrotas nos últimos três anos.
Entre os nomes envolvidos, o gerente-geral Billy Eppler saiu em 2023, seguido por uma série de substituições que incluiu Jared Porter, anunciado en 2021, e Zack Scott, demitido em 2021 após um incidente disciplinar. David Stearns assumiu a operação de beiseebol, com mudanças no comando técnico.
Carlos Mendoza, comandante da equipe desde 2024, chegou a liderar os Mets aos playoffs, mas viu a montagem do elenco mudar drasticamente em 2025. Em junho desse ano, after um revés histórico, Mendoza teve o staff reorganizado e o elenco reformulado, com alterações significativas no núcleo titular, incluindo Alonso, Díaz, Nimmo e McNeil deixados de lado.
A folha de pagamentos de 2025, segundo dados de mercado, ficou acima de US$ 500 milhões, destacando o investimento intenso feito por Cohen. Em entrevistas, executivos da MLB destacam que, apesar do apoio financeiro, o beisebol exige estruturas e decisões de gestão sólidas para produzir resultados consistentes.
Cohen assumiu o risco de manter o elenco sob pressão, ressaltando que o investimento visa beneficiar a torcida e o desempenho no longo prazo. Em declarações anteriores, ele afirmou que a construção de campeões depende de planejamento e da escolha certa de executivos.
A situação atual coloca o proprietário em foco: a expectativa de torcedores e observadores é de que haja continuidade de ajustes na gestão para reverter a “drought” de títulos desde 1986. Enquanto isso, o desempenho dentro de campo segue sob escrutínio.
Entre na conversa da comunidade