- Três brasileiros chegaram às quartas de final do juvenil em Roland Garros: Guto Miguel, Victória Barros e Leonardo Storck, buscando feitos inéditos em simples e em duplas.
- Victória Barros, número quatro do ranking mundial juvenil, faz o melhor resultado brasileiro no juvenil em Paris desde 1987 e pode chegar à final de simples.
- Barros enfrentará Ha Eum Lee (Coreia do Sul); se vencer, pode enfrentar Cvetkovic (Sérvia) ou Sun (China.); nas duplas, joga ao lado de Paola Piñera contra Hazelitt e Newman.
- No masculino, Guto Miguel e Storck estão no mesmo lado da chave, abrindo a possibilidade de uma semifinal brasileira; Guto é cabeça de chave e encara Thilo Behrmann, Storck pega Jack Kennedy.
- O Brasil já teve títulos de duplas no juvenil em Roland Garros e, historicamente, é raro ter campeões brasileiros nas duas chaves ao mesmo tempo; outros países já alcançaram esse feito.
Com três juvenis na fase de quartas de final, o Brasil equilibra aspirações históricas em Roland Garros. Guto Miguel, Victória Barros e Leonardo Storck buscam marcas inéditas em Paris, em simples e duplas.
Victória Barros já marca o melhor resultado brasileiro na chave juvenil em Paris desde 1987, quando Andrea Dadá Vieira chegou à semi. Na década de 1980, Niege Dias abriu caminho às quartas em 1984, seguida por Gisele Miró em 1986.
A potiguar de 16 anos e número 4 do ranking juvenil pode se tornar a primeira brasileira em uma final de Grand Slam juvenil no simples. Beatriz Haddad Maia é a única brasileira a alcançar finais de duplas em Paris (2012 e 2013).
Victória é a terceira cabeça de chave e encara Ha Eum Lee, Coreia do Sul, 17 anos e 44ª do ranking. Em caso de vitória, enfrenta Anastasija Cvetkovic ou Xinran Sun. Nas duplas, Barros joga com Paola Piñera contra Hazelitt e Newman.
Potencial histórico para o Brasil
No masculino, Guto Miguel e Leonardo Storck estão no mesmo lado da chave, abrindo espaço para uma semifinal brasileira. Entre os juvenis, o Brasil teve três finalistas em simples: Edison Mandarino (1959) e Thomaz Koch (1962, 1963), além de Luis Felipe Tavares (1967).
Em duplas, o Brasil soma dois títulos na chave juvenil de Roland Garros: Gustavo Kuerten com Nicolas Lapentti e, em 2019, Matheus Pucinelli com Thiago Tirante. O ranking de Guto aponta para o duelo com Thilo Behrmann, da Áustria, na primeira posição do confronto.
Storck avançou após receber convite após o título do Junior Series em São Paulo. Enfrenta o norte-americano Jack Kennedy, cabeça 4 e 11º do ranking mundial juvenil. O último brasileiro a alcançar boa campanha em Paris foi João Fonseca, com quartas em 2023.
Paralelo em duplas e panorama da chave
Nas duplas, Guto e o esloveno Ziga Sesko chegam às quartas e enfrentam Yannik Alvarez (Porto Rico) e Jack Secord (EUA). O histórico recente ressalta a força brasileira no infantil e juvenil de Roland Garros, com vitórias em duplas.
O torneio juvenil de Roland Garros reúne disputas históricas desde 1947, com as chaves masculinas e femininas separadas desde 1953. Nove edições tiveram campeões do mesmo país em ambos os naipes.
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