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Pai de Antonelli diz que piloto assiste Senna desde criança

Pai de Kimi Antonelli destaca começo precoce do piloto na F-1, a ligação com Ayrton Senna e a confiança da Mercedes que impulsionou a carreira

Marco Antonelli e Veronica Antonelli comemoram vitória de Kimi — Foto: Brian Snyder/Reuters
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  • Kimi Antonelli, de 19 anos, está em seu segundo ano na Fórmula 1 e lidera o campeonato, com quatro vitórias nas cinco primeiras corridas e vantagem significativa sobre o segundo colocado.
  • O pai dele, Marco Antonelli, ex-piloto e dono de equipe, descreve o talento do filho desde o kart e a paixão pelo traçado como base para o seu sucesso.
  • Marco conta um episódio de 2017, em Adria, quando Kimi, com dez anos, testou uma Lamborghini e mostrou controle e velocidade que sugeriam talento excepcional.
  • A Mercedes passou a acompanhar o jovem desde cedo; Gwen Lagrue, chefe do programa júnior da equipe, foi quem abriu as portas para a parceria.
  • A idolatria pelo piloto Ayrton Senna é natural para o jovem e foi transmitida pelo pai, THando o número 12 escolhido por Kimi também é visto como homenagem ao ídolo.

Kimi Antonelli, de 19 anos, lidera o Mundial de Fórmula 1 em seu segundo ano na categoria, vencendo quatro das cinco provas iniciais. A atuação perto do teto de pontos gerou interesse mundial, especialmente entre fãs brasileiros.

O pai dele, Marco Antonelli, ex-piloto e dono de equipe, concedeu entrevista exclusiva ao ge. Ele relatou como percebeu o talento do filho desde o kart e destacou a importância da família no caminho até a F1 pela Mercedes.

Desde o kart, Marco observou que Kimi já identificava as trajetórias ideais na pista. O pai descreve a percepção aguda das linhas de corrida como base do dom do garoto.

Em 2017, aos 10 anos, o então garoto testou pela primeira vez um carro de forma lúdica ao lado do pai, em Adria. O episódio revelou uma afinidade com o volante que foi confirmada com o tempo.

A Mercedes teve participação decisiva na evolução do piloto. Marco contou que houve aproximação de Gwen Lagrue, chefe do programa júnior da fabricante, durante uma corrida em Adria, abrindo portas no apoio ao jovem.

A ligação com Ayrton Senna surge como referência natural para Kimi, segundo o pai. Marco diz que o ídolo inspira o estilo de pilotagem e o modo como o brasileiro permanece presente nos hábitos do jovem.

O número 12 utilizado por Kimi é visto por Marco como homenagem ao tricampeão. Embora não tenha sido discutido explicitamente entre eles, a escolha é interpretada como uma forma de manter Ayrton no carro.

Sobre Interlagos, Marco afirma que o jovem tem afinidade pelo circuito desde o primeiro ano na F1, com desempenho rápido em treinos livres, o que confirma a ligação entre piloto e pista brasileira.

Entre memórias do início da carreira, Marco lembra um episódio divertido com três anos de idade, quando Kimi pediu para guiar um simulador de corrida durante as férias. O pai disse que o piloto insistiu e levou o passeio a sério desde cedo.

O momento mais emocionante para Marco foi a primeira vitória de Kimi na F1. Em deslocamento de avião para casa, ele relembrou o percurso desde o kart até a F1, reconhecendo o esforço da equipe e do filho.

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