- Em Las Vegas, ocorreu a primeira edição dos Enhanced Games, um evento esportivo onde drogas para melhoria de desempenho são permitidas, com 42 atletas disputando em natação, levantamento de peso e atletismo e premiação de até 1 milhão de dólares.
- O nadador Cody Miller venceu os 50 metros.
breaststroke, com tempo de 26,55 segundos e ganho de 250 mil dólares, em meio a debate sobre o uso de substâncias e de trajes de natação banidos em Olimpíadas.
- Críticos e organizações de dopagem, como a Agência Mundial Antidopagem e o Comitê Olímpico Internacional, questionam a segurança, a ética e o impacto a longo prazo do modelo, chamando o evento de risco e “grande experimento”.
- O modelo de negócios inclui serviços de telemedicina e suplementos, com alguns substâncias disponíveis ao público não oferecidas aos atletas, o que gerou acusações de “science-washing”.
- Ao fim dos jogos, questiona-se se o evento é apenas uma provocação ou um movimento de biohacking com planos de realizar edições anuais, com possível expansão para outros esportes; críticos permanecem céticos quanto à legitimidade e aos impactos na saúde.
Foi realizado em Las Vegas o primeiro Enhanced Games, evento esportivo onde o uso de substâncias de melhoria é permitido sob supervisão médica. Na pool de campeonato, atletas competiram em várias modalidades com a finalidade de bater recordes mundiais e ampliar ganhos de premiação.
Tomando a arena como palco, Cody Miller venceu os 50 m peito masculino com 26,55 segundos, abrindo uma sequência de ganhos de 250 mil dólares. Miller, ex-nadador olímpico, deixa a carreira tradicional para competir sob protocolo de desempenho, com apoio de médicos e equipe.
Os organizadores descrevem a competição como um estágio de biohacking controlado, com exames médicos, painéis metabólicos, ressonâncias e TC antes do evento. O objetivo declarado é explorar limites humanos com supervisão clínica e medicamentos permitidos.
Apesar da expectativa de 42 atletas em modalidades como natação, levantamento e atletismo, a proposta gerou críticas de entidades antidoping. Grupos reguladores questionam a segurança e a validade de resultados sob uso de substâncias e equipamentos não presentes em competições oficiais.
O presidente-executivo da Enhanced, Maximilian Martin, defende a iniciativa como evolução científica da medicina ao ampliar opções de melhoria humana. Ele afirma que os atletas recebem planos personalizados conforme a modalidade e metas, com monitoramento médico contínuo.
Críticos destacam dilemas éticos e de saúde a longo prazo. Especialistas ressaltam dificuldade de isolar efeitos de cada substância, além de interferências de equipamentos como macacões de borracha. Cientistas observam que o formato não se configura estudo clínico tradicional.
Ao fim dos jogos, a cerimônia de premiação reuniu atletas premiados, com a presença de show musical para encerramento. A empresa planeja edições anuais e avalia futuras modalidades, incluindo ciclismo, mantendo a aposta em experimentos médicos supervisionados.
A reception pública permanece mista. Enquanto alguns defendem a inovação, outras vozes apontam riscos para a integridade esportiva e a saúde dos competidores. A comunicação oficial mantém o tom técnico, sem confirmar ou refutar todas as controvérsias.
Entre na conversa da comunidade