- FIA reduz o teto de recuperação de energia permitido na classificação em Suzuka de 9 MJ para 8 MJ, para conter o superclipping.
- A medida foi aprovada por unanimidade por equipes e fabricantes.
- O superclipping ocorre quando o sistema híbrido corta potência abruptamente mesmo com o acelerador no fundo, reduzindo o desafio técnico.
- A mudança é resposta aos problemas vistos em Melbourne e Xangai, onde a gestão de energia ganhou relevância.
- A implementação é imediata, mesmo diante da prática de avisar com quatro semanas; novas reuniões sobre o regulamento devem ocorrer nas próximas semanas.
Em Suzuka, a FIA anunciou uma mudança técnica que afeta a classificação do GP do Japão de F1. O teto de recuperação de energia permitido durante a sessão caiu de 9 MJ para 8 MJ. A medida foi aprovada por unanimidade por equipes e fabricantes e tem o objetivo de conter o fenômeno conhecido como *superclipping*, que prejudica a pilotagem na fase de classificação.
O ajuste vem como resposta aos episódios observados em Melbourne e Xangai. Com a redução de 1 MJ, a FIA espera que as voltas lançadas voltem a ser um teste de habilidade, e não apenas de eficiência elétrica. A decisão busca manter o equilíbrio entre performance e desafio para os pilotos.
O que é o *superclipping*: o sistema híbrido corta drasticamente a entrega de potência, mesmo com o pedal no fundo. Isso permite recuperação de energia em aceleração, criando sensação de velocidade artificial e reduzindo o desafio técnico em curvas de alta performance.
Na Austrália, George Russell já havia mostrado oscilações de potência na volta de pole em curvas específicas. Em Xangai, pilotos como Charles Leclerc e Oscar Piastri reclamaram que o sistema punia arrisques na pilotagem. A alteração visa evitar que o gerenciamento de energia sobreponha a pilotagem pura.
Regulamento e impactos para Suzuka
A FIA explicou que a mudança é uma adaptação pontual para o fim de semana do GP do Japão. Suzuka, pista de alta exigência energética, foi apontada como puxando o uso do *superclipping* a níveis ainda maiores.
A norma normalmente exige aviso prévio de quatro semanas para mudanças técnicas, mas os fabricantes concordaram com a implementação imediata. Diversos próximos encontros devem definir se ajustes adicionais serão necessários ao longo da temporada.
A direção da FIA ressalta que o objetivo é manter o equilíbrio entre gestão de energia e o desafio técnico. A decisão é apresentada como resposta ao feedback de equipes e pilotos, sem promover mudanças de opinião ou posições oficiais.
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