- MotoGP volta ao Brasil após vinte e dois anos, com a etapa sediada em Goiânia e parceria vigente de dois mil e vinte e seis a dois mil e trinta.
- Estudo do Instituto Mauro Borges indica investimento superior a R$ oitocentos milhões na economia goiana e cerca de quatro mil empregos gerados.
- O evento atraiu mais de cento e cinquenta mil pessoas, com gasto médio por participante de aproximadamente R$ 3.180; 12% vieram do exterior e 32% de outros estados.
- Setores mais beneficiados foram transporte, hotelaria, comércio de alimentos e bebidas, além de publicidade, televisão e cinema; a arrecadação estadual fica estimada em R$ 130 milhões.
- Na corrida, Marco Bezzecchi venceu pela Aprilia, em meio a ajustes no cronograma causados por chuva e reparos no asfalto; Diogo Moreira, brasileiro da LCR Honda, terminou em 13º.
O MotoGP voltou ao Brasil após 22 anos de ausência e levou Goiânia a virar palco global de negócios, turismo e mobilização de serviços. A etapa, realizada no último domingo, destacou-se pela movimentação econômica superior a R$ 800 milhões e pela geração de pelo menos 4 mil empregos, segundo estudo do Instituto Mauro Borges (IMB), ligado ao governo de Goiás.
O levantamento considera preparativos, a semana de evento e a própria corrida. Atraíram-se mais de 150 mil espectadores, com 12% de público estrangeiro e 32% de outros estados. O gasto médio por pessoa ficou em torno de R$ 3.180, englobando ingressos, hospedagem, alimentação e lazer. A arrecadação tributária estadual estimada é de cerca de R$ 130 milhões.
A cidade de Goiânia recebeu a prova com forte impacto indireto. Restaurantes criaram cardápios temáticos, o setor de hotelaria ampliou a disponibilidade de leitos e a mão de obra local se adaptou para atender turistas que falavam inglês e espanhol. Hospedaram-se aproximadamente 67 mil pessoas em Goiânia e cidades vizinhas, como Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e Caldas Novas.
Para o período 2026-2030, a parceria que estabelece Goiânia como sede de etapas brasileiras do MotoGP prevê investimentos públicos e planejamento de longo prazo. O Autódromo Internacional Ayrton Senna passou por ampla reforma, com custo estimado de cerca de R$ 50 milhões, para atender às exigências internacionais e ao maior público já registrado no complexo.
No sábado, fortes chuvas causaram desgaste no asfalto da reta principal. Reparos foram realizados e a corrida teve início adiado para 16h20 no horário local. A programação foi ajustada: a classificação da Moto3 ocorreu após a Sprint, e a Moto2 foi transferida para a manhã de domingo, antes do warm up do MotoGP.
Na pista, Marco Bezzecchi garantiu a vitória na etapa brasileira, assegurando sua quarta vitória consecutiva e a liderança no campeonato. Jorge Martín terminou em segundo, seguido por Fabio Di Giannantonio, na terceira posição. Márquez chegou a ocupar o segundo posto em certo momento, mas perdeu a posição na parte final da prova.
Entre os estreantes brasileiros, Diogo Moreira, piloto da LCR Honda e único brasileiro no grid, foi destaque pela presença histórica. O piloto, patrocinado pela Red Bull, terminou na 13ª posição e somou pontos na prova. Moreira comentou, em entrevista anterior à reportagem, a importância de competir no Brasil e a natureza técnica da pista.
O retorno do MotoGP ao Brasil, com o apoio de Goiás, demonstra como o evento movimenta não apenas as arquibancadas, mas cadeias inteiras de consumo, infraestrutura e reputação. Goiânia, ao abrir as portas para a maior categoria do motociclismo, consolidou-se como referência de organização e competitividade no calendário internacional.
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