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Coroner não consegue afirmar que Ricky Hatton pretendia tirar a própria vida

Coroner não ficou convencido de que Ricky Hatton pretendia suicidar-se; morte por enforcamento, com consumo de álcool, cocaína e cannabis e possível encefalopatia associada ao boxe

Ricky Hatton, the veteran boxer, was ‘the best he had been in years’ in the lead-up to his death, his family told Stockport coroner’s court.
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  • A coroner britânica afirmou que não pode concluir que Ricky Hatton pretendia tirar a própria vida; o veredito foi narrativo, não suicídio comprovado.
  • A causa oficial de morte foi enforcamento, registrada em Hyde, Greater Manchester, após Hatton ser encontrado em casa no dia 14 de setembro.
  • Hatton havia sido visto pela última vez na sexta-feira, 12 de setembro, levando as filhas e a neta a um pub; tinha retorno marcado a Dubai para uma luta de exibição.
  • Exames mostraram que ele estava muito acima do limite de álcool na condução; foram encontrados traços de cocaína e cannabis, além de evidência de encefalopatia traumática crônica (CTE).
  • A família relatou que Hatton enfrentava depressão clínica e uso de substâncias, mas afirmam que ele parecia estar melhor nos dias anteriores e não havia indicação de planejamento de suicídio.

A coroner não conseguiu afirmar que Ricky Hatton pretendia tirar a própria vida. O ex-pugilista britânico, 46 anos, foi encontrado morto em sua casa em Hyde, Greater Manchester, no dia 14 de setembro. A causa oficial apresentada foi enforcamento, mas a autoridade concluiu que a intenção não ficou comprovada.

Segundo a família, Hatton parecia estar em boa forma nos momentos que antecederam sua morte. Ele havia levado as filhas e a neta a um restaurante na véspera. Estava marcado para seguir para Dubai, onde participaria de uma luta de exibição.

Na manhã de 14 de setembro, o gerente do atleta, Paul Speak, compareceu a sua residência para levá-lo ao aeroporto de Manchester. Ao não obter resposta, Speak entrou no imóvel e encontrou Hatton sem sinais vitais. A emergência foi acionada, mas ele foi declarado morto.

Contexto médico e perícia

Exame apontou que Hatton estava acima do limite permitido de álcool no momento da morte. Também foram detectadas vestígios de uso prévio de cocaína e de cannabis. A autópsia revelou danos no cérebro compatíveis com encefalopatia traumática crônica associada ao boxe.

A coroner Alison Mutch afirmou que não houve indicação policial de que Hatton planejasse o suicídio. Com base nas evidências, concluiu um veredito narrativo, mantendo a dúvida sobre a intenção do falecimento.

Reação da família

Campbell Hatton, filho, ressaltou que o pai era muito amado pela família e que vivia a vida ao máximo. A família também mencionou dificuldades recentes com memória de curto prazo, sem insinuar intenção, e disse que Hatton vinha traçando planos para o futuro.

Jennifer Dooley, ex-parceira de Hatton e mãe de Millie e Fearne, afirmou que ele era um pai presente e que os momentos com as filhas eram fonte de felicidade.

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