- Zoi Sadowski-Synnott ganhou a prata na prova de slopestyle feminino, tornando-se a snowboarder feminina com mais medalhas olímpicas e alcançando a quinta medalha na Milano Cortina 2026.
- Nova Zelândia, Austrália e Brasil tiveram destaques: NZ somou três medals, Austrália teve seis, e o Brasil conquistou a primeira medalha olímpica de inverno com Braathen no gigante slalom.
- O desempenho impulsiona o financiamento de longo prazo: NZ adotou ciclos de quatro anos para facilitar planejamento e, para muitos atletas do hemisfério sul, manter patrocínio depende de resultados em Copas do Mundo.
- Gestão de custos e logística é desafio relevante: viagens longas, seguros e temporadas inteiras no exterior aumentam o peso financeiro para atletas do sul.
- Ações de base e incentivos: Brasil mira ampliar infraestrutura e captar recursos com base na diáspora; outros países estudam modelos de parcerias e uso de bolsas de solidariedade olímpica para sustentar atletas no exterior.
A dupla de destaque no Snow e a trajetória de apoio aos atletas do Sul Global ditaram o tom do Jogos de Milão Cortina 2026. Zoi Sadowski-Synnott conquistou a segunda prata no slopestyle feminino, somando seu quinto pódio olímpico e tornando-se a snowboarder feminina mais medalhista da história. O feito eleva o interesse por financiamentos estáveis.
A edição sul-sul brasileira e australiana do evento ganhou fôlego com medalhas expressivas. Nova Zelândia, com três pódios, igualou sua melhor atuação olímpíca no inverno, enquanto a Austrália somou seis medalhas, recorde no país. Brasil, por sua vez, venceu o ouro no eslalom gigante com Lucas Pinheiro Braathen, marcando o primeiro metal da América do Sul.
Origens e financiamento
Em Nova Zelândia, o custo de competir no exterior é alto devido à localização. Embora haja centro de alto rendimento no Cardrona, atletas precisam viajar para a Europa para enfrentar as provas, aumentando despesas. O financiamento governamental tem papel decisivo para manter federações ativas e planos de longo prazo.
Nic Cavanagh, CEO da NZ Snow Sports, afirma que a mudança para um ciclo de quatro anos no financiamento tornou a gestão mais sustentável e estratégica. A garantia de recursos por quatro anos facilita planejamento de atletas e programas.
Investimento regional e apoio internacional
A Austrália destinou quase 27 milhões de dólares australianos para o Olympic Winter Institute, ampliando a rede de treinamento com sede na Itália. O objetivo é manter atletas próximos de centros europeus, com apoio financeiro e logístico robusto.
Para várias equipes do Sul, competir em Copas do Mundo envolve longas jornadas e custos elevadíssimos. Em alguns casos, atletas jovens dependem de bolsas do IOC para cobrir despesas, enquanto o treinamento fica concentrado em centros estrangeiros.
Casos de expansão e legado
O Brasil, ao vencer no Brasil, busca expandir infraestrutura e financiamento para disciplinas de neve. O país planeja investir majoritariamente na formação de novos atletas a partir da diaspora, com metas de incentivar mais participação em futuros Jogos.
O.zazo de políticas, como o planejamento de infraestrutura no Brasil, pode exigir investimentos iniciais altos para viabilizar novas modalidades de inverno no território nacional. A experiência brasileira soma-se a estratégias de países africanos, que já contam com atletas da diáspora para ampliar o número de representantes em Olimpíadas.
Perspectivas e impactos
Especialistas destacam que o sucesso de Milão Cortina pode acelerar medidas de apoio a esportes de inverno no hemisfério sul. Projetos de base, academias de treinamento anual e intercâmbio com a Ásia e a Europa aparecem como caminhos para ampliar o desempenho.
A prática de alternar treinos entre os EUA e a Europa aparece como tendência entre atletas da Nova Zelândia, visando reduzir riscos de seguro e oferecer condições estáveis de preparação, mesmo com custos elevados.
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