- Com o motor Ford, a Red Bull encara início de 2026 sem ritmo consistente, com problemas de confiabilidade e desempenho desigual.
- A equipe é segunda em velocidade de reta, atrás da Mercedes, mas tem vários problemas que afetam o aproveitamento em pista.
- Verstappen teve acidente na Austrália e problemas na China, com falhas no sistema de refrigeração e queda de desempenho geral do carro.
- O desgaste dos pneus é alto para a Red Bull, especialmente nas curvas, o que prejudica a versatilidade do carro nas classificações e corridas.
- A equipe terá uma semana de pausa para ajustes antes do GP do Japão, seguida de pausa de um mês devido ao cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita.
A Red Bull encara uma má fase no início da temporada 2026 da Fórmula 1. Com o novo motor Ford, a equipe não está brigando por vitórias nas primeiras provas e lida com ritmo irregular, problemas de confiabilidade e falhas aerodinâmicas. Max Verstappen e a equipe reconhecem a dificuldade.
O novo regulamento de motores deu espaço à Ford, que auxilia a Red Bull Powertrains na fabricação de peças. O veículo tem mostrado velocidade em retas, ficando entre as melhores da categoria e passando por rivais fortes em alguns momentos, mas falhas persistem.
A equipe já quebrou o curfew em duas ocasiões, violando restrições da FIA que limitam o trabalho dos mecânicos em certos momentos de fim de semana. A primeira quebra ocorreu antes do treino livre 3 no GP da Austrália, mesmo com Verstappen batendo forte na classificação.
Na Austrália, Verstappen bateu na classificação e saiu da sessão por problemas nos freios. O incidente deixou Hadjar em terceiro no grid, mas o motor do carro dele apresentou falha durante a prova, encerrando a participação do piloto argelino ainda no início.
Na China, a Red Bull interrompeu o toque de recolher para ajustes, mas o abandono do GP ocorreu por falha no sistema de refrigeração da unidade de recuperação de energia ERS do motor. Laurent Mekies, chefe da equipe, explicou que o desempenho global mostrou deficiências, além da confiabilidade.
Os pneus também geram críticas. Verstappen afirma que o desgaste tem sido maior do que o observado entre as rivais, o que dificulta o controle do carro. Na China, a equipe foi a única a iniciar com pneus macios em ambas as máquinas, influenciando a degradação ao longo da prova.
A comparação de dados aponta que a Red Bull é mais veloz em retas, mas fica atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren nas curvas, especialmente em trechos de alta velocidade. O desempenho no segundo setor também mostra perdas expressivas frente aos adversários.
Largadas constroem mais dificuldades: Verstappen saiu de oitavo para 15º na sprint, e de 8º para 13º na prova principal. A equipe atribui o problema à necessidade de maior rotação do motor para a largada, com ajustes recém-implementados após testes no Bahrein.
Com uma pausa de uma semana até o GP do Japão, a Red Bull pretende investigar e corrigir falhas antes de retornar à pista. Em seguida, haverá pausa de um mês devido ao cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, aguardando se a equipe aproveita esse período para evoluir.
Fontes do acompanhamento da Fórmula 1 destacam que o equilíbrio do carro, a aderência nas curvas e a confiabilidade técnica têm sido os eixos centrais do momento da equipe. Informações de layout de motores, dados de desempenho e declarações oficiais complementam o panorama atual.
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