- Eugenie Bouchard, ex-top 5 do tênis e recém-aposentada, diz que é difícil lidar com as expectativas após alcançar destaque jovem.
- A britânica Emma Raducanu é citada como comparação: venceu o US Open aos 18 anos, em 2021, e depois não teve campanhas relevantes em Grand Slams; atualmente está em má fase, com doença que a fez desistir do WTA 1000 de Miami, afetando o ranking.
- Bouchard afirma que chegar longe em Grand Slams é extremamente difícil e que manter resultados altos faz parte de poucos pela história do esporte.
- Em 2015, a canadense sofreu concussão após queda no vestiário durante o US Open, passando meses em recuperação e fisioterapia.
- Em julho de 2025, após sair na segunda rodada do WTA 1000 de Montreal, decidiu priorizar a saúde mental e hoje pratica pickleball, com 32 anos, descrevendo a transição como revigorante e menos exigente.
Eugenie Bouchard, ex-n°5 do mundo e recém-aposentada, admitiu que lidar com expectativas após atingir o auge de carreira ainda jovem é extremamente desafiante. Em entrevista ao The Telegraph, a canadense destacou a pressão gerada pelo sucesso precoce.
A canadense traçou um paralelo com Emma Raducanu, que venceu o US Open aos 18 anos em 2021 e, desde então, não repetiu desempenho em Grand Slams. Raducanu hoje enfrenta problemas de saúde e se afastou de Miami, o que impacta seu ranking.
Bouchard explicou que a cobrança não se limita à primeira vitória: muitos acreditam que o título virá repetidamente, o que não acontece. Ela ressaltou que chegar longe em um Grand Slam exige dedicação e que poucos conseguem manter o nível ao longo da carreira.
Desafios da carreira e decisão pela mudança
Atenção ao peso das expectativas começou cedo para Bouchard, que precisou interromper a prática por momentos antes de se afastar oficialmente. Ela apontou que o sucesso precoce pode gerar pressão constante para manter resultados.
A ex-finalista de Wimbledon em 2014 também lembrou do episódio de 2015, quando sofreu concussão no US Open. O episódio exigiu meses de recuperação com fisioterapia e treino visual para retornar ao alto nível.
Desde a retirada, em julho de 2025, Bouchard concentra-se na saúde mental e em atividades físicas menos exaustivas. Aos 32 anos, dedica-se ao pickleball, descrevendo a transição como leve, divertida e revigorante.
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