- Aryna Sabalenka criticou o calendário feminino, dizendo que o volume de torneios obrigatórios é excessivo e prejudica a saúde.
- Ela afirmou que eliminaria a obrigatoriedade de disputar determinados WTA 1000 e deixaria a jogadora escolher onde competir.
- A observação veio após acontecimentos envolvendo o início da temporada, com foco no mês de fevereiro e no Aberto da Austrália.
- A piloto destacou que, quando se vai longe em um torneio, é pouco saudável ter que jogar outro apenas por ser obrigatório.
- No calendário atual, há dez torneios de nível 1000 (sete com duas semanas de duração) e Sabalenka já faltou a Doha e Dubai, optando por férias nas Maldivas e no Brasil.
Nesta semana, em uma coletiva de imprensa em Indian Wells, Aryna Sabalenka questionou o calendário do circuito feminino. Ela sugeriu reduzir a obrigatoriedade de participação em torneios de alto nível e defendeu que a escolha de onde competir fique com as jogadoras, citando impactos na saúde.
A número 1 do mundo destacou que o calendário é excessivo e que a exigência de disputar certos WTA 1000 penaliza quem chega longe em grandes torneios. Sabalenka afirmou que eliminaria a obrigatoriedade para evitar desgaste físico e preservar o bem-estar das atletas.
A bielorrussa lembrou ainda que, ao longo do Australian Open, o início da temporada e a sequência de torneios justificam um ajuste. Ela já havia defendido a mesma ideia em Brisbane, ressaltando lesões frequentes e bolas pesadas, que aumentam o sofrimento das jogadoras.
Contexto do calendário
No atual formato da WTA, existem dez torneios de nível 1000, com sete deles com duas semanas de duração, incluindo Indian Wells, Miami, Madri, Roma, Canadá, Cincinnati e Pequim. Como regra, jogadoras que entram direto no quadro por ranking precisam competir nesses eventos para evitar penalizações.
Neste ano, Sabalenka abriu mão de Doha e Dubai na primeira quinzena de fevereiro, escolhendo descansar em viagens às Maldivas e ao Brasil. A jogadora ficou fora desses torneios justamente por considerar o calendário excessivo.
A discussão sobre ajustes ainda envolve o novo conselho de planejamento, liderado por Jessica Pegula, que analisa mudanças para tornar o calendário mais sustentável para as atletas. A brasileira TenisBrasil já havia destacado esse debate na cobertura.
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