- A Fórmula 1 traz, para 2026, a maior reformulação dos últimos anos, o que pode abrir espaço para novas hegemonias.
- A McLaren dominou fim dos anos oitenta e início dos noventa, com Ayrton Senna e Alain Prost, vencendo 1988 e 1989 títulos de pilotos e de construtores, além de muitas vitórias.
- Entre 2010 e 2013, a Red Bull consolidou domínio após inovações aerodinâmicas, somando quatro títulos de pilotos e de construtores.
- De 2014 a 2021, a Mercedes liderou na era híbrida, com sete títulos de pilotos e oito de construtores, impulsionada pelo motor híbrido e pelo conjunto W05.
- Em 2022 a 2024, a Red Bull voltou a dominar com o “efeito solo” e o RB18/RB19, conquistando vários triunfos e o tetracampeonato de Max Verstappen em 2024, mas encerrando a sequência de domínio em 2024.
O regulamento da Fórmula 1 passou por aclamadas mudanças para 2026, marcando a maior reformulação dos últimos anos. A intenção é tornar as disputas mais competitivas e estimular inovações técnicas, mantendo a busca por equilíbrio entre as equipes.
Ao longo da história, grandes alterações costumam abrir espaço para hegemonias temporárias de quem souber explorar as novas regras. A reportagem revisita casos marcantes para entender como momentos de mudança favoreceram determinados times.
Hegemonia da McLaren
Entre 1988 e 1991, a equipe britânica dominou a Fórmula 1, com Ayrton Senna e Alain Prost formando uma dupla de destaque. O MP4/4, em 1988, e o MP4/5, em 1989, asseguraram títulos de pilotos e de construtores, mesmo com restrições técnicas impostas aos turbo.
A vantagem da McLaren foi reforçada pela parceria com a Honda, fornecedora de motores a partir de 1988, e pela rápida adaptação às novas regras. A era culminou com o bicampeonato de construtores em 1990 e 1991, com Senna e Prost marcando vitórias expressivas.
Hegemonia da Red Bull (fase de difusor duplo e evolução)
Em 2009, uma reforma regulatória introduziu mudanças significativas, abrindo espaço para inovações como o difusor duplo. A Brawn GP sorriu com a solução, vencendo grande parte das primeiras corridas daquele campeonato.
A Red Bull, inicialmente vítima de limitações, incorporou o difusor duplo apenas após ajustes no RB6 e, em 2010, ergueu o título de pilotos com Sebastian Vettel. O carro mostrou também avanços técnicos que garantiram o título de construtores em 2010, 2011 e 2012, consolidando a hegemonia.
Era híbrida da Mercedes
A virada tecnológica começou em 2014, com a introdução de motores V6 híbridos. A Mercedes dominou a era, conquistando sete títulos de pilotos entre 2014 e 2021 e oito de construtores no mesmo período, impulsionados por um pacote de conjunto entre motor e aerodinâmica.
O W05, carro da temporada 2014, destacou-se pela eficiência do motor híbrido e pelo equilíbrio aerodinâmico. A Mercedes manteve a liderança mesmo diante de avanços esporádicos de Ferrari e Red Bull, até a crise de 2021 causada pela pandemia e pela mudança de regulamentos.
Hegemonia da Red Bull (efeito solo)
A mudança de 2022 trouxe o efeito solo de volta, ajustando o fluxo de ar na traseira para favorecer a asa posterior. A Red Bull aproveitou o redesenho do RB18, com difusor, solução aerodinâmica e gestão de altura do carro, para vencer com Verstappen.
Em 2023, a Red Bull consolidou a hegemonia com uma campanha de alto rendimento, alcançando 21 vitórias em 22 corridas e somando recordes de pontos. No entanto, a temporada de 2024 encerrou a sequência de domínio, com a equipe enfrentando desafios internos e ficando atrás de rivais em termos de performance e pontuação.
Observação sobre o cenário atual
Mesmo com o tetracampeonato de Max Verstappen em 2024, a Red Bull enfrentou dificuldades de operacionalidade no segundo carro em 2024, abrindo espaço para a atuação de McLaren e Ferrari na briga pela liderança de construtores. A expectativa para 2026 envolve avaliar como o novo regulamento pode redistribuir forças entre as equipes.
Entre na conversa da comunidade