- Lindsey Vonn sofreu uma fratura complexa na tibia esquerda em uma queda no downhill olímpico, passou por várias cirurgias na Itália e foi transferida para os EUA na semana passada para novo tratamento.
- Em publicação no Instagram, a atleta afirmou que a queda também provocou síndrome compartimental na perna, uma condição dolorosa que pode causar danos permanentes se não tratada.
- O médico ortopedista Tom Hackett, que acompanha Vonn e a equipe dos EUA, foi apontado como quem salvou a perna ao abrir a área para aliviar a pressão.
- Ela deixou o hospital pela primeira vez desde o acidente, está em um hotel e não retornou para casa ainda, após quase duas semanas acamada.
- A atleta informou que levará cerca de um ano para as ossos cicatrizarem; planeja decidir sobre a retirada de implantes e possivelmente nova cirurgia no ACL após a recuperação.
Lindsey Vonn revelou que quase teve a perna amputada após o acidente durante o downhill olímpico no início do mês. A atleta de 41 anos sofreu uma fratura complexa na tíbia da perna esquerda e passou por várias cirurgias na Itália antes de retornar aos EUA para novo tratamento na semana passada.
Segundo a publicação da própria Vonn nas redes, o acidente também provocou síndrome compartimental na perna, condição dolorosa causada pela pressão excessiva, que pode comprometer o fluxo de sangue e levar a danos permanentes. A explicação foi feita pela atleta em tom clínico.
O cirurgião ortopédico Tom Hackett, que trabalha com Vonn e a equipe dos EUA, participou dos procedimentos para salvar a perna. A nadadora de inverno afirmou que a intervenção permitiu que a perna “respirasse” e impediu a amputação, graças à presença dele na Itália, onde estava monitorando sua recuperação de uma tornante lesão no ligamento cruzado anterior.
Vonn informou ainda que, pela primeira vez desde o dia do acidente, já deixou o hospital, ainda que não tenha retornado para casa. A atleta está em processo de recuperação, com previsão de ficar imóvel por quase duas semanas antes de avançar para um hotel.
A atleta também fraturou o tornozelo no impacto e descreveu que o quadro de recuperação deve se estender por cerca de um ano até que os ossos cicatrizem. Ela mencionou a possibilidade de futuras operações para remover metal ou reverter o procedimento do ligamento cruzado anterior.
Em publicação posterior, Vonn afirmou não ter se arrependido de competir nos Jogos Olímpicos, destacando a superação e as memórias marcantes do desafio. A atleta ressaltou que enfrentou a competição em idade avançada para o esporte e dedicou-se aos momentos vividos na prova.
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