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Marcus D’Almeida e Bianca Rodrigues buscam vaga para LA2028 no tiro com arco

Casal de tiro com arco busca LA 2028, com Marcus treinando Bianca e mirando vaga olímpica, diante de vento e desafios mentais

Marcus D'Almeida e Bianca Rodrigues, do tiro com arco (Foto: Freiman Fotografias)
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  • Marcus Vinicius D’Almeida é o atual líder do ranking mundial de tiro com arco e compete no recurvo; Bianca Rodrigues disputa o composto.
  • O casal concedeu entrevista exclusiva aos estúdios do Lance!, em Maricá, RJ, discutindo bastidores e ambições.
  • Marcus atua como treinador de Bianca, mantendo a separação entre vida pessoal e técnica durante os treinos.
  • As duas categorias têm diferenças: recurvo é puxado pelos dedos, a distância é de setenta metros para Marcus (alvo de cento e vinte e dois centímetros) e composto é mais rápido, com cinquenta metros de distância e alvo de oitenta centímetros.
  • O casal sonha competir juntos em Los Angeles dois mil e vinte oito, quando o arco composto entra no programa olímpico para disputas em duplas mistas (Bianca) e em individuais (Marcus).

Marcus D’Almeida e Bianca Rodrigues, ambos atletas de tiro com arco, participaram de uma entrevista exclusiva nos estúdios do Lance!. O encontro ocorreu após os atletas, vindos de Maricá, Rio de Janeiro, comentarem bastidores de treinos e planos futuros. O diálogo abordou trajetórias, parceria técnico-afetiva e ambições olímpicas.

D’Almeida compete na modalidade recurvo, enquanto Bianca atua no arco composto. O recurvo utiliza puxada com os dedos e não tem mira ampliada, já o composto usa roldanas, gatilho e lente de aumento. As distâncias de prova também são distintas entre eles.

Bianca atira a 50 metros em alvos de 80 centímetros; Marcus mira a 70 metros em alvos de 122 centímetros. A diferença entre as modalidades explica, em parte, as estratégias de cada atleta nos treinamentos diários.

A dupla tem o sonho de disputar os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Será a primeira edição com o arco composto incluído no programa olímpico, na disputa de duplas mistas para Bianca. Para Marcus, a competição é individual.

Marcus D’Almeida, veterano olímpico, estreou nos Jogos Rio 2016, aos 18 anos, e também participou de Tóquio 2020 e Paris 2024. Ainda não conquistou medalha olímpica, objetivo que ele reconhece como necessário, mas não definidor de seu sucesso.

Nas palavras do atleta, o foco está no processo e na continuidade da carreira. A medalha é desejada, mas não determina o resultado nem a avaliação do desempenho ao longo do tempo.

Em Mundiais, D’Almeida acumula três medalhas, sendo prata na última edição, além de pódios em Finals. Em Olimpíadas, repetiu o nono lugar em Tóquio 2020 e Paris 2024.

A dupla aponta como principais obstáculos o vento e o aspecto psicológico. Bianca destaca a importância de manter a repetição dos mesmos gestos treinados, mesmo diante de imprevistos. Marcus completa ressaltando a necessidade de entender o próprio corpo e adaptar os treinamentos.

Entre metas de 2026, Bianca planeja duas etapas da Copa do Mundo, no México e em Madrid, além da vaga nos Pan- Americanos de 2027. O ano pós-olímpico para Marcus deve ser mais tranquilo, com cronograma menos rígido.

O casal mantém a parceria profissional com o objetivo de evoluir juntos. Bianca e Marcus pretendem seguir disputando títulos e buscando a vaga em LA 2028, mantendo o foco em desempenho, consistência e continuidade.

Modelo de trajetória e bastidores no esporte continuam servindo de exemplo para atletas brasileiros. A entrevista completa está disponível no Lance!, com detalhes sobre treinos, ajustes de técnica e planos para o futuro nos Jogos Olímpicos.

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