- A FIA propôs ampliar a verificação da taxa de compressão para incluir condições operacionais a 130 °C, a partir de 1º de agosto de 2026, com votação entre fabricantes de unidades de potência em até dez dias.
- A imprensa aponta que a Mercedes teria encontrado forma de aumentar a compressão conforme a temperatura da pista, o que poderia render até 15 cv, cerca de três décimos por volta.
- Ferrari, Audi e Honda solicitaram esclarecimentos à FIA, que sugeriu que a checagem passe a considerar também o carro aquecido na temperatura de 130 °C.
- Qualquer alteração depende da aprovação final do Conselho Mundial de Automobilismo; se aprovada, valerá a partir de 1º de agosto de 2026.
- Em paralelo, discutiu-se a possibilidade de ampliar as corridas sprint para doze etapas em 2026, com China e Miami já confirmadas no calendário; Interlagos ficou fora pela segunda vez.
A Mercedes é alvo de escrutínio por suposta brecha no regulamento dos novos motores da F1. A FIA apresentou nesta semana uma proposta de monitoramento ainda mais rígido da taxa de compressão, buscando evitar vantagem indevida a partir de agosto de 2026. A votação tende a ocorrer nos próximos dias, com o Conselho Mundial de Automobilismo ainda avaliando o tema.
De acordo com o comunicado da FIA, a fiscalização passaria a considerar condições ambientais e uma temperatura operacional de 130 °C para confirmar o cumprimento do limite da taxa de compressão. A mudança depende de aprovação dos fabricantes de unidades de potência e do aval final do órgão regulador global.
A discussão gira em torno da taxa de compressão, que mede quantas vezes a mistura ar-combustível é comprimida no cilindro. O limite atual, reduzido de 18 para 16, seria verificado também com o motor aquecido, segundo a proposta. A confirmação pode ampliar a transparência do regulamento.
Segundo veículos especializados, a Mercedes seria capaz de ampliar a compressão conforme aumenta a temperatura do carro na pista, o que poderia gerar até 15 cv adicionais, equivalente a cerca de três décimos por volta. A equipe nega irregularidades e afirma que seus motores são legais.
A FIA já recebeu pedidos de esclarecimentos de Ferrari, Audi e Honda sobre a nova metodologia. A entidade informou que a verificação incluirá condições ambientais e aquecimento até 130 °C. Caso aprovada, a regra entraria em vigor a partir de 1º de agosto de 2026.
Evolução das corridas sprint
Em reunião da Comissão, a F1 analisou ampliar para 12 o número de etapas com sprint em 2026. A proposta responde a pedidos de fãs e promotores, elevando o total de provocadas corridas de sprint.
O calendário atual reserva China e Miami como primeiros eventos com sprint, seguidos por Canadá, Holanda, Singapura e Inglaterra. Interlagos não deve receber a prova neste ano, conforme discussão recente.
Pelo lado técnico, pilotos destacaram ganhos com carros mais leves e compactos, além de maior presença de força de aceleração. A FIA, a partir das primeiras impressões, manteve o entendimento de não alterar o regulamento neste momento.
A liderança da Mercedes esclarece que não haverá mudanças de regras sem aprovação formal, mantendo o compromisso com uma competição justa. A decisão final sobre as duas frentes — taxa de compressão e sprint — segue sob análise dos reguladores e das equipes.
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