- Cadillac sofreu com quebras em dois dos três dias de testes no Bahrein, totalizando 320 voltas e ficando entre as quatro menores quilometragens do grupo.
- Na primeira semana, a equipe registrou 49 voltas no dia dois com Bottas e 49 no dia seguinte com Pérez; encerrou o teste com 320 voltas no total, a 3s do tempo mais rápido em alguns momentos, lembrando que voltas rápidas nem sempre definem o desempenho.
- Aston Martin encerrou com a menor quilometragem entre as equipes, 206 voltas, com frustrações públicas de pilotos e queda de desenvolvimento apontada por mediação externa, além de rumores sobre o motor Honda.
- A Haas foi a que mais andou, com 390 voltas, sem problemas mecânicos, segundo a apuração das sessões de pré-temporada.
- A Cadillac afirmou que o carro de 2026 é uma boa plataforma, mesmo com contratempos, e que há realismo sobre o desempenho e os próximos passos, enquanto a Aston Martin enfrenta dificuldades iniciais no desenvolvimento e na confiabilidade.
Aston Martin e Cadillac encerraram a primeira semana de testes da F1 2026 no Bahrein em alerta, com falhas mecânicas e dificuldades de confiabilidade. As duas equipes acompanharam de perto os dados da pré-temporada, buscando entender as limitações do novo regulamento técnico.
A Cadillac, novata no grid, teve desempenho irregular: chegou a registrar o oitavo tempo na quinta-feira com Valtteri Bottas, mas ficou B além de 3s da melhor volta nas sessões de abertura e encerramento. Problemas mecânicos marcaram os três dias de atividade em Sakhir.
A Aston Martin enfrentou curto tempo de pista, principalmente na parte final da semana, e encerrou com a menor quilometragem entre as equipes. O time liderado por Fernando Alonso e Lance Stroll precisa resolver questões de confiabilidade e dirigibilidade.
O que aconteceu
Na quinta-feira de manhã, Sergio Pérez acionou bandeira vermelha após ficar parado na pista. Ao fim do dia, a Cadillac somou 49 voltas; Bottas completou outras 49 na parte da tarde. Na sexta, Bottas ficou parado no início da sessão matutina, retornando só perto do final e registrando 37 giros. À tarde, Pérez completou 67 voltas, totalizando 104 no dia.
Ao todo, a Cadillac encerrou a semana com 320 voltas, ocupando a quarta posição no ranking de confiabilidade. Alpine ficou abaixo com 318, Mercedes teve apenas 282 voltas devido a problemas no motor, e Aston Martin registrou 282.
A Cadillac chegou à F1 2026 para explorar o novo pacote técnico, com a expectativa de maior velocidade, eficiência e sustentabilidade. A equipe atua como cliente da Ferrari, que tem recebido elogios pelos seus motores, inclusive pelos fornecidos à Haas.
Desempenho por equipe
A Haas foi a mais constante em termos de quilometragem, com 390 voltas. Oliver Bearman e Esteban Ocon não tiveram falhas mecânicas nos três dias de atividade. A Cadillac, apesar de avanços, mostrou necessidade de ajustes de confiabilidade.
A Aston Martin, com Alonso e Stroll, encerrou a semana com 206 voltas, a menor marca entre as equipes. A equipe reconheceu atraso de desenvolvimento do novo projeto para 2026 e expressou frustração com o começo de temporada.
Perspectivas e declarações
O chefe da Cadillac, Graeme Lowdon, destacou que o carro 2026 é diferente, mas a equipe recebe feedback dos pilotos de forma precisa para ajustar o desempenho, apesar dos contratempos que reduziram planos de corrida. Ele ressaltou que não foram identificados problemas graves de confiabilidade ou dirigibilidade.
Stroll afirmou que, no momento, o AMR26 tem a pintura como ponto positivo, em meio a declarações de Alonso e de Adrian Newey, que indicam atraso de desenvolvimento de meses. A Aston Martin reconhece a necessidade de evoluir rapidamente para acompanhar as rivais.
O presidente da Honda, Koji Watanabe, admitiu, ainda em janeiro, que o desenvolvimento do novo motor enfrenta dificuldades. Alonso descartou, contudo, falha específica relacionada ao motor da fornecedora japonesa. A equipe mantém o foco em evolução da plataforma para as próximas rodadas de testes.
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