- O uniforme do Haiti para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 foi redesenhado na última hora para atender às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional sobre expressão de atletas.
- A designer Stella Jean precisou repintar parte do traje, que originalmente trazia a imagem de Toussaint Louverture, após o IOC considerar que a peça violava regras de propaganda política ou religiosa.
- O conjunto foi pintado a mão por artesãos italianos em tecido técnico, recebendo a cerimônia de abertura apenas na noite anterior à competição.
- Detalhes simbólicos do kit incluem o tignon (lenço feminino), brincos crioules e bolsos grandes que fazem referência à cultura mercantil haitiana.
- A equipe haitiana se disse orgulhosa e ressaltou que a presença representa Haiti diante do mundo, independentemente dos resultados esportivos.
O Haiti redesenhou, na última hora, o conjunto da equipe para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 para cumprir as diretrizes do Comitê Olímpico Internacional sobre expressão de atletas. O uniforme, criado pela designer ítalo-haitiana Stella Jean, passou por alterações após avaliação das regras.
Originalmente inspirado em uma pintura de 2006 que retrata Toussaint Louverture, líder da revolta haitiana. A peça foi redesenhada porque o IOC entendeu que a imagem violaria normas de demonstração política, religiosa ou racial em eventos olímpicos.
A tela de design foi substituída pela pintura de tecidos com técnica artesanal manual, concluída na noite anterior à cerimônia de abertura após oficinas com artesãos italianos. Os dois integrantes da delegação chegaram ao local após o trabalho de pintura, feito em tecido técnico.
Entre os elementos do kit, destacam-se o tignon, o turbante feminino tradicional africano, e brincos crioulos, referências históricas da cultura haitiana. Bolsos amplos remetem à economia local de mercados, enquanto o uniforme é considerado o único conjunto totalmente pintado à mão desta edição.
A reação online foi imediata, com mensagens de orgulho entre a diáspora haitiana. A equipe de esquiCross-country destacou o peso simbólico da presença na cerimônia, contraponto à pressionada expectativa de resultados esportivos.
Para Stella Jean, a presença da equipe no evento internacional representa igualdade no esporte. Ela afirmou que Haiti, diante das dificuldades, busca afirmar sua identidade e história através de arte e esporte, sem emitir julgamentos sobre o desempenho.
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