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Artista reage à exclusão de atleta ucraniano das Olimpíadas por capacete

Heraskevych é desqualificado do Jogos de Inverno por não abandonar o helmet de memória; a artista por trás das imagens diz que a decisão viola o espírito olímpico

Vladyslav Heraskevych with his helmet, featuring portraits of 21 athletes killed in the conflict with Russia
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  • O esquiador de skeleton Vladyslav Heraskevych foi desclassificado dos Jogos de Inverno de Milão-Corteina 2026 por se recusar a abandonar o “helmet of memory”, que homenageia atletas mortos em conflito com a Rússia.
  • A imagem no capacete foi criada pela artista Iryna Prots, que diz ser a decisão do Comitê Olímpico Internacional uma violação ao espírito olímpico.
  • O capacete retrata 21 atletas, incluindo a judoca Victoria Ivashko, morta em 2022, e Maksym Halinichev, falecido em 2023, todos ligados ao conflito na Ucrânia.
  • O COI afirmou que buscou uma forma respeitosa de lidar com o pedido de lembrança de Vladyslav, mas ele optou por desrespeitar as diretrizes de expressão atlética.
  • O atleta tem audiência marcada no Court of Arbitration for Sport, enquanto a presidente ucraniana; Volodymyr Zelensky, elogiou a posição dele e afirmou que o capacete simboliza honra e memória.

Vladyslav Heraskevych, atleta ucraniano da modalidade skeleton, foi impedido de competir nos Jogos de Inverno de Milão-Córtina 2026 por se recusar a abrir mão do “capacete da memória”, que traz imagens de atletas mortos no conflito com a Rússia. A decisão foi anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) na última quinta-feira.

O capacete foi criado pela artista Iryna Prots, que afirma à The Art Newspaper que a exclusão viola o espírito olímpico. Prots afirmou sentir raiva e dor diante da punição e reforçou que o objeto homenageia não apenas atletas, mas todos os olímpicos que perderam a vida na guerra.

O capacete exibe retratos de 21 atletas, entre eles Victoria Ivashko, de 9 anos, assassinada em 2022, e Maksym Halinichev, de 22, morto em 2023. Prots descreveu a ação de Heraskevych como corajosa e disse que ele desejava manter a presença dos falecidos junto a ele.

Alega-se que o COI tentou chegar a um meio-termo, sugerindo que o atleta poderia usar uma braçadeira preta ou faixa para expressar a memória. Segundo a artista, o atleta preferiu manter o capacete, alegando que se tratava de uma presença e não de uma peça apenas de lembrança.

Volodymyr Zelensky reagiu à decisão em rede social, destacando que o capacete simboliza honra e memória para o país e que não houve violação de regras. Em Milão, Heraskevych se manifestou dizendo estar confiante de não ter violado as normas, e que a decisão é injustificada.

Enquanto isso, o COI informou ter buscado a forma mais respeitosa de lidar com o desejo de lembrar dos colegas de esporte, mas que o atleta optou por desafiar as diretrizes de expressão atlética. A entidade ressaltou a tentativa de diálogo antes da decisão de suspender o atleta.

Paralelamente, surgiram críticas ao COI por venda de uma camiseta de lembrança com arte associada aos Jogos de Berlim de 1936, gerando controvérsia entre políticos alemães e veículos de imprensa. O COI declarou reconhecer questões históricas, mas ressaltou a importância de celebrar as conquistas esportivas da época.

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