- Nicole Silveira, natural de Rio Grande, compete no skeleton e atua como enfermeira no Canadá, conciliando treino com plantões.
- Ela se criou praticando ginástica, futebol e fisiculturismo, mudou para o gelo após convite da CBDG e virou atleta de skeleton em dois mil e dezessete.
- No auge da covid-19, trabalhou na linha de frente e mantinha plantões de doze horas; hoje precisa trabalhar pelo menos uma vez a cada seis meses para renovar a licença.
- Enfrentou ceticismo por representar um país tropical e buscou reduzir a distância em relação a rivais mais experientes, visando desempenho estável na Copa do Mundo.
- Na temporada, ficou entre as dez primeiras no ranking olímpico para Milão-Cortina e conquistou bronze em St. Moritz, destacando a ascensão do skeleton no Brasil.
Nicole Silveira, gaúcha de Rio Grande, fez história no skeleton ao conciliar uma rotina de enfermeira com a carreira esportiva, enfrentando desconfianças e avanços contra as principais potências. A atleta começou no bobsled em 2017, após convite da CBDG, e rapidamente passou a competir no skeleton.
Natural de Rio Grande, Nicole cresceu no Canadá, onde praticou ginástica, futebol e fisiculturismo. A mudança para o gelo ocorreu após o convite para o esporte de impacto. Hoje, atua no Canadá, onde mantém a licença de enfermagem e treina para o skeleton.
No Brasil, o desafio foi unir plantões noturnos a uma agenda de treinamentos. Durante a pandemia, ela atuou na linha de frente e, no hospital, chegou a trazer experiências para a preparação física. Entre um turno de 12 horas e a pista, descobriu o que funcionava.
Um dos maiores obstáculos foi a percepção de um país sem tradição no esporte. A resistência inicial exigiu tempo para reduzir a diferença com rivais com mais rodagem. Ainda assim, Nicole passou a ver melhorias constantes na performance.
Apesar de uma temporada irregular, ela terminou a campanha olímpica Milão-Cortina entre as 10 primeiras no ranking mundial. Em janeiro, conquistou bronze em St. Moritz, na Suíça, reforçando o salto de qualidade na temporada.
Na avaliação de Nicole, o cenário atual da Copa do Mundo é muito competitivo, com Grupo de 12 a 13 atletas aptos ao pódio. Ela destacou que pequenas diferenças de tempo marcam a disputa entre o top‑10. O esporte segue em evolução para o Brasil.
Ao mirar o futuro, a atleta celebra o impacto cultural da sua trajetória. O Brasil passou a conhecer mais o skeleton e respeitar o esporte. Ela ressalta que é possível chegar ao topo com tempo, dedicação e sacrifícios.
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