- Lindsey Vonn, aos 41 anos, competiu no downhill de Cortina d’Ampezzo com o ligamento cruzado anterior rompido e joelho direito protegido por uma prótese/brace.
- Cerca de 13 segundos após a largada, ela tocou a vara de uma gate, perdeu o equilíbrio e caiu com violência, sendo amparada pelas equipes de atendimento.
- O tempo de prova foi interrompido; a atleta foi estabilizada e transportada de helicóptero para o hospital, em atraso de cerca de meia hora.
- A queda encerrou o retorno olímpico da lenda do esqui, que havia vencido duas provas nesta temporada e disputava o objetivo, não necessariamente o pódio.
- Antes da prova, Vonn disse que enfrentava odds por idade e LCA, mas mantinha a crença de que ainda era possível competir com tudo o que tinha.
Lindsey Vonn sofreu uma queda violenta aos 41 anos durante o downhill olímpico em Cortina d’Ampezzo, na Itália. A norte-americana chegou com um ACL rompido na perna esquerda, carregando uma joelheira de proteção, e bateu após 13 segundos de prova na pista Olympia delle Tofane. O acidente interrompeu a largada da oitava temporada olímpica da atleta.
A colisão ocorreu quando Vonn tocou com o bastão direito em uma baliza, provocando desequilíbrio grave. Ela caiu de lado, foi projetada para trás e precisou de atendimento imediato. A transmissão mostrou o momento de maior tensão, com o áudio das explosões de dor.
A corrida foi interrompida rapidamente. Equipes médicas atenderam a atleta no local, e um helicóptero foi acionado para transportá-la. O tempo de atraso na prova chegou a quase 30 minutos, enquanto Vonn era estabilizada e içada para a aeronave.
A trajetória de Vonn em Cortina tinha apenas o objetivo de mostrar que a bicampeã mundial ainda poderia competir, mesmo com lesões recorrentes e um joelho reconstruído com titânio em 2024. Antes da prova, a atleta destacou que confiava na capacidade de competir, apesar das circunstâncias.
Na temporada vigente, Vonn somava pódios em todas as etapas de downhill que disputou, venceu duas corridas e liderava o ranking da disciplinar. A queda em Crans-Montana, na semana anterior, já havia marcado um retorno conturbado, com cirurgia posterior ao diagnóstico de lesão no joelho.
A decisão de competir voltou a gerar debates sobre riscos e justificativas. Mesmo diante da avaliação de que o retorno poderia não trazer resultados, Vonn insistiu na importância de competir e de manter o espírito de desafio. O público aplaudiu no final da operação de resgate.
Cortina continua sendo um símbolo da carreira de Vonn, onde ela consolidou 12 vitórias em provas da Copa do Mundo. A prova de domingo não definiu medalha ou título, mas expôs o real valor da atleta: persistência diante de adversidades.
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