- A WADA está sendo questionada sobre alegações de que saltadores de esqui teriam usado métodos para alterar as medidas dos trajes, conforme a Bild.
- A reportagem afirma que, além de ajustes nas costuras, haveria métodos para deixar a região genital temporariamente maior, com o objetivo de soltar o traje durante a competição.
- A Bild cita um médico que afirma ser possível provocar um aumento visual temporário do pênis com injeções de parafina ou ácido hialurônico, com riscos à saúde.
- A prática teria relação com um esquema chamado “Penisgate”, já investigado após suspensões de atletas noruegueses por alterações nas peças dos trajes na competição mundial de esqui, em 2025.
- O diretor-geral da WADA, Olivier Niggli, afirmou que avaliariam qualquer caso que envolva dopagem, mas até o momento não estavam cientes dessas alegações.
A World Anti-Doping Agency (WADA) abriu apuração sobre alegações de que saltadores de esqui teriam utilizado injeções de ácido hialurônico para aumentar o desempenho. As informações teriam chegado à entidade a partir de reportagens da imprensa alemã Bild, que viralizaram sob o rótulo Penisgate.
A reportagem aponta que as acusações envolvem supostos métodos para alterar as medições das roupas de vento usadas pelos atletas. A pauta ganhou força após suspensões anteriores de atletas noruegos em competições de 2025, que teriam sido provocadas por ajustes nas costuras das vestimentas.
Dentro desse contexto, Bild sustenta que, além de ajustes de roupas, surgiram relatos sobre técnicas alternativas para enganar os sistemas de medição, incluindo suposta injeção de substâncias nos genitais para ampliar a área a ser medida. Não há comprovação pública dessas afirmações até o momento.
A presidência da WADA informou que está atenta a qualquer indício de doping que envolva a saúde dos atletas ou vá contra o espírito do esporte. Em comunicado, o diretor-geral da agência não confirmou os detalhes, mas afirmou que a instituição pode atuar se houver evidências de doping.
A equipe de resposta da WADA reiterou que não comenta casos não verificados publicamente. A entidade destaca que avalia cada denúncia com base em regras técnicas e éticas, priorizando a verificação de fatos antes de qualquer decisão.
Especialistas ressaltaram a importância de manter o foco em evidências verificáveis e de evitar conclusões precipitadas, especialmente em temas sensíveis que envolvem a integridade dos atletas. A WADA continuará acompanhando o desenrolar das apurações.
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