- A ucraniana Oleksandra Oliynykova, de 25 anos, venceu Xinyu Wang por 6/4, 6/4 e chegou às semifinais do WTA 250 de Cluj-Napoca, na Romênia.
- A atleta disputa pela primeira vez as semifinais de um torneio de alto nível e está na 91ª posição no ranking da WTA.
- Ela vive e treina na Ucrânia, tem o apoio do pai na guerra e destina parte dos ganhos para o exército; já disputou o Florianópolis Open no Brasil.
- A viagem até a Romênia quase não acontece: ela revelou ter ficado presa no elevador por duas horas devido a ataques russos em Kiev, chegando com dez minutos de sobra para o jogo.
- Oliynykova também se posiciona publicamente contra algumas jogadoras russas, recusando-se a posar para foto com a húngara Anna Bondar e criticando financiamentos ligados à Rússia.
A ucraniana Oleksandra Oliynykova avançou às semifinais de um WTA 250 em Cluj-Napoca, Romênia, ao derrotar a chinesa Xinyu Wang por duplo 6/4. A vitória aconteceu nesta quinta-feira, no torneio que substitui a etapa de Fluminense como parte da temporada europeia de saibro. Assim, Oliynykova chega perto de seus primeiros títulos de destaque no circuitos de 2024.
Aos 25 anos, Oliynykova ocupa hoje o 91º lugar no ranking da WTA. Ela já havia chegado às semifinais do WTA 125 no ano anterior e, em 2024, busca consolidar a ascensão após disputar pela primeira vez a chave principal de um Grand Slam no Aberto da Australia, onde caiu na estreia.
A histó ria pessoal da atleta ganhou reforço pela situação no Brasil, onde já disputou o torneio de Florianópolis e convive com impactos da guerra que envolve a Ucrânia. O pai da tenista luta no conflito com a Rússia, e ela utiliza a competição para manter o foco e arrecadar recursos para o exército.
Contexto humano e esportivo
A vida de Oliynykova é marcada pelo treino na Ucrânia, com apoio de gerador próprio para enfrentar quedas de energia e dificuldades de aquecimento. Ela viaja sozinha, restringe gastos e direciona boa parte do que ganha para ajudar o pai e os soldados no front.
Além da dedicação nos treinos, a atleta já destinou parte de seus ganhos para causas ligadas ao exército, somando quase US$ 98 mil em prêmios ao longo da carreira. Em entrevistas, ela descreveu a pressão de viver sob constante ameaça de ataques na capital Kiev.
A presença de Oliynykova no circuito chamou a atenção pela postura de distanciamento de algumas compatriotas em relação a jogadoras associadas a clubes ou países envolvidos no conflito. A atleta também se manifestou publicamente contra a participação de determinadas adversárias em eventos financiados por entidades ligadas ao governo russo.
Em campo pró-ativos e declarações
No confronto com Bondar, Oliynykova não posou para foto antes do duelo e não cumprimentou a oponente após a partida, uma atitude que a ucraniana justificou pela posição em relação a intervenções russas no esporte. A hebraica Bondar competiu em evento anterior financiado por fontes ligadas ao Kremlin, o que acendeu debates entre atletas sobre ética e neutralidade.
Antes de viajar para a Astaci, Oliynykova relatou ter chegado com apenas 10 minutos de sobra para o trem, após ficar retida em elevador por duas horas devido a ataques aéreos na região. A atleta descreveu o susto e o alívio por poder competir, destacando as dificuldades adicionais impostas pela guerra.
Ainda nesta temporada, Oliynykova tem mostrado consistência no saibro europeu, conectando-se com a torcida local em Cluj-Napoca. O torneio romeno, de categoria 250, segue como oportunidade de consolidar a projeção da atleta ucraniana no circuito, com outros nomes da torcida internacional em disputa.
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