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Brasil e neve: evolução da participação brasileira nas Olimpíadas de Inverno

Brasil amplia participação nas Olimpíadas de Inverno desde 1992, diversificando modalidades e mirando medalha em Milão-Cortina 2026

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Cerimônia de Abertura - Jogos Olímpicos de Inverno 2022 (Foto: JEWEL SAMAD / AFP)
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  • A participação brasileira na neve começou em 1992, nos Jogos de Albertville, com sete atletas no esqui alpino e o melhor resultado sendo o 41º de Christian Lothar Munder.
  • Em 1994, em Lillehammer, voltou a haver apenas um representante, Munder, que terminou na 50ª posição entre os que chegaram ao fim. Em 1998, Nagano, Marcelo Apovian foi o único classificado, em 37º.
  • A evolução veio em Salt Lake City, 2002, quando o Brasil levou onze atletas e abriu portas para o bobsled e o luge, além de diversificar em cross-country e esqui alpino.
  • Turim, 2006, consolidou a diversificação: snowboard, cross-country, alpino e equipes de bobsled passaram a integrar a delegação.
  • Vancouver, 2010, contou com cinco atletas; Isabel Clark ficou em 19º lugar, a melhor posição brasileira até 2022. Em Sochi, 2014, houve estreia no biatlo e na patinação artística; em 2022, Pequim, o país estreou no skeleton com Nicole Silveira, que ficou em 13º, além de participar em outras modalidades e equipes de bobsled.

A história brasileira nas Olimpíadas de Inverno ganhou forma em Albertville, França, em 1992, com uma delegação de sete atletas que competiram apenas no esqui alpino. Christian Lothar Munder teve o melhor resultado, em 41º lugar.

Em Lillehammer-1994, a missão ficou reduzida a Christian Lothar Munder, que terminou em 50º. Nagano-1998 repetiu o cenário, com Marcelo Apovian em 37º. A evolução começou a ocorrer em Salt Lake City-2002, quando o Brasil levou 11 atletas e abriu novas modalidades, como bobsled e luge.

Evolução da participação brasileira

Salt Lake City abriu o leque: no bobsled, Cristiano Rogério Paes, Edson Bindilatti, Eric Maleson e Matheus Inocêncio; no luge, Renato Mizoguchi e Ricardo Raschini. Também houve Mirella Arnold e Nikolai Hentsch no esqui alpino, Franziska Becskehazy e Alexandre Penna no cross-country.

Turim-2006 manteve o ritmo de diversificação: Isabel Clark no snowboard e Jaqueline Mourão no cross-country, somadas a Mirella Arnold e Nikolai Hentschch no alpino, Hélio de Freitas no cross-country, além da equipe de bobsled com Claudinei Quirino, Edson Bindilatti, Márcio Silva e Ricardo Raschini.

Destaques por edição

Vancouver-2010 contou com cinco atletas. Isabel Clark terminou na 19ª posição no snowboard, a melhor marca brasileira até 2022. A equipe incluiu Maya Harrisson, Jhonatan Longhi no alpino, Jaqueline Mourão e Leandro Ribela no cross-country.

Sochi-2014 marcou a estreia do Brasil no biatlo, com Jaqueline Mourão, e na patinação artística, com Isadora Williams. No bobsled, houve duplas e quartetos com diferentes atletas.

Pyeongchang-2018 manteve presença com Isadora Williams (patinação artística), Isabel Clark (snowboard) e Jaqueline Mourão (cross-country). A delegação contou ainda com Victor Santos (cross-country) e Michel Macedo (alpino), além de duplas e quartetos no bobsled.

Pequim-2022 trouxe o skeleton pela primeira vez, com Nicole Silveira, que alcançou 13º lugar, a melhor colocação brasileira em prova individual. Sabrina Cass participou no esqui style livre, enquanto Jaqueline Mourão disputou o cross-country junto a Eduarda Ribera e Manex Silva; Michel Macedo retornou no alpino, e as equipes de bobsled permaneceram com duplas e quartetos.

Mesmo sem medalhas, a participação contínua mostra o avanço do Brasil no cenário das competições de neve e gelo. O próximo capítulo está em Milão-Cortina 2026, já com expectativa de delegação recorde.

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