- O texto aborda a controvérsia sobre atletas trans em esportes de elite, destacando a falta de regras universais e a necessidade de equilibrar inclusão e proteção da categoria feminina.
- Não existe regra global: cada federação define critérios de participação; o COI (IOC) orientou as federações em 2021, e, em 2025, decidiu liderar a definição de critérios com foco na justiça da competição.
- Para os Jogos de Milão e Cortina 2026, atletas trans devem competir, como Elis Lundholm, nadador de mogul que competirá na categoria feminina, conforme critérios da Federação Internacional de Esqui (FIS) e diretrizes do COI.
- Federações internacionais já proibiram participação de atletas trans em algumas modalidades, como rugby, atletismo e natação; o panorama varia entre esportes, com políticas ainda sem unificação para o futebol e outros codes. Em 2025, foram introduzidos testes para o gene SRY em boxe e atletismo.
- Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump assinou ordem em 2025 proibindo atletas trans de competirem em esportes femininos escolares; o Comitê Olímpico dos EUA ajustou suas regras em resposta.
O tema de atletas trans em competições de alto rendimento voltou a ganhar relevância com a proximidade dos Jogos de Milão e Cortina 2026. O debate envolve regras, inclusão e a proteção de categorias femininas, com posições distintas de federatórios e organizações internacionais.
Não há uma regra universal que determine a participação de atletas trans no esporte profissional. Cada federação define critérios próprios, o que gera variação entre modalidades e eventos globais.
Elis Lundholm, esquiadora sueca de moguls, está entre os atletas trans anunciados para competir nos Jogos de Milão-Cortina 2026. Lundholm nasceu mulher e se identifica como homem, competindo na categoria feminina. A participação segue critérios de elegibilidade da federação internacional de esqui (FIS).
Situação atual das regras
O Comitê Olímpico Internacional (COI) não impôs regra única para todos os esportes até 2025. Em 2021, orientações pediam priorizar a inclusão sem presumir vantagem injusta, deixando aos órgãos técnicos a definição de critérios.
Ao assumir a presidência, Kirsty Coventry sinalizou mudança e informou que o COI vai estabelecer critérios de elegibilidade com foco na equidade até o início de 2026. Enquanto isso, atletas trans continuam elegíveis sob as regras vigentes.
Federações e casos internacionais
Algumas federações já adotaram restrições: rugby, atletismo e outras áreas impuseram limites para participação de atletas trans em categorias femininas. Em esportes como natação e futebol, decisões variam conforme órgão nacional e internacional.
No cenário americano, houve decisões administrativas que impactam a participação de trans em eventos escolares e profissionais, com mudanças de regras que repercutem em seleções nacionais.
Histórico em Olimpíadas
Até o Tokyo 2021, houve participação de atletas trans em edições passadas, como Laurel Hubbard, na halterofilismo feminino. A presença de atletas trans em Olimpíadas é uma realidade, sujeita às regras vigentes de cada edição e federação.
As informações são fornecidas pela cobertura de agências globais, com base em posições oficiais de órgãos como o COI, a FIS e federações nacionais, sem juízos ou interpretações.
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