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Fabio Jesus cobra investimento no atletismo após pódio na São Silvestre

Fabio Jesus fica em terceiro na centésima São Silvestre e cobra mais investimentos e espaços de treino seguros no atletismo brasileiro

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Fabio Jesus foi o melhor brasileiro da São Silvestre
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  • Fabio Jesus, baiano e um dos principais fundistas do Brasil, ficou em terceiro na 100ª edição da São Silvestre, completando 15 km em 45m06s e sendo o melhor brasileiro da prova.
  • Na disputa masculina, o etíope Muse Gizachew foi o vencedor, com Jonathan Kamosong em segundo após boa subida na Avenida Paulista.
  • Fabio aproveitou o momento de visibilidade para cobrar mais investimento no atletismo brasileiro, enfatizando a falta de infraestrutura de treino.
  • Contou que, em 2019, mudou-se para São Paulo para trabalhar como coletor de lixo e conciliar duas jornadas de trabalho com os treinos, enfrentando longos deslocamentos e pistas inadequadas.
  • Pediu às autoridades que liberem espaços seguros para treinos e reforcem a base do esporte, sob o argumento de que o atletismo precisa de melhoria de infraestrutura para crescer.

O baiano Fabio Jesus terminou em terceiro lugar na 100ª edição da São Silvestre, disputada na Avenida Paulista, em São Paulo. O tempo foi de 45m06s, tornando-o o melhor brasileiro na prova de 15 km. Muse Gizachew, da Etiópia, venceu a disputa; o queniano Jonathan Kamosong ficou em segundo.

Fabio Jesus chegou a disputar o pódio como referência de um grupo de atletas nacionais que enfrentou dificuldades de infraestrutura para treinamentos. Ele destacou que, além de apoio financeiro, é preciso abrir espaços seguros para treinos, principalmente em clubes e ruas da cidade.

O atleta detalhou desafios enfrentados desde 2019, quando se mudou para São Paulo para conciliar trabalho como coletor de lixo com o treino. Contou que, em dias de treino, enfrentava deslocamentos longos, pistas inadequadas e restrições em locais de prática.

Resultados da prova

Na disputa masculina, o etíope Muse Gizachew levou a vitória nos momentos finais, passando à frente de Kamosong e de Fabio. A prova feminina foi dominada por corredoras africanas, com a Tanzaniana Sisilia Panga no topo, seguida pela queniana Cynthia Chemweno; Nubia Oliveira ficou em terceiro pelo segundo ano seguido.

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