- Nos meses de junho a julho, os EUA serão co-sócios da Copa do Mundo de futebol com Canadá e México, coincidindo com a 250ª aniversário da independência norte-americana.
- O torneio ocorre num momento político em que políticas de imigração dificultam a presença de torcedores de várias nações qualificadas.
- Historicamente, o futebol nos Estados Unidos é tema de debate sobre quem pode ser considerado “americano”, influenciando quem joga, quem assiste e quem pertence ao país.
- Ao longo de mais de um século, o esporte foi usado para moldar identidades nacionais, escolaridade esportiva e estratégias de inclusão, bem como exclusão.
- O confronto entre torcedores imigrantes e um público cosmopolita, aliado à agenda de imigração atual, evidencia diferentes leituras de o que significa ser americano no contexto do futebol.
O México, Canadá e os Estados Unidos vão coorganizar a Copa do Mundo de 2026, evento que acontece entre junho e julho. A edição coincidirá com o 250º aniversário da independência norte-americana e chega em um momento político de restrições de imigração que afetam torcedores de várias seleções.
O governo anfitrião tem adotado medidas que dificultam a presença de fãs de equipes classificadas no torneio. A competição ocorre em meio a controvérsias sobre quem pode ser considerado realmente americano dentro de um país marcado pela imigração.
A história do futebol nos EUA e o debate sobre identidade
O passado mostra uma luta longa sobre quem pertence ao país. No século XIX, o futebol foi usado para moldar a ideia de nação, mesmo com o domínio do beisebol na cultura esportiva.
Imigrantes de Fall River e do Nordeste industrial trouxeram o futebol ao país, formando uma base de torcedores que ganhou força nas décadas de 1920 e 1930, quando leis de imigração restringiram entradas.
Joe Gaetjens fez história em 1950, ao marcar o gol que eliminou a Inglaterra na Copa do Mundo. Mesmo assim, o avanço do esporte no país foi interrompido por décadas de desinteresse e decisões institucionais.
O ressurgimento do futebol e a política contemporânea
A relação entre MLS, ligas internacionais e torcedores imigrantes moldou o futebol moderno nos EUA. A MLS começou em 1996, impulsionada pela visão de integrar o jogo a uma identidade nacional.
A percepção de “soccer como símbolo cosmopolita” ganhou força, contraposta por parte da base que vê o esporte como parte essencial da identidade. A polarização cresce quando a política se envolve com o futebol.
O presente e o papel da cerimônia mundialista
A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos três países, com a agenda de imigração ainda em foco. O torneio é visto por apoiadores como um momento de celebração esportiva, enquanto críticos destacam barreiras administrativas.
O discurso oficial celebra a união entre as nações anfitriãs, enquanto vozes públicas apontam que torcedores de diversas origens enfrentam dificuldades para acompanhar as partidas.
Contexto político e social no período do campeonato
O governo norte-americano criou restrições que afetam a participação de fãs de seleções qualificadas, em meio a debates sobre cidadania e pertencimento. A agenda de imigração aparece como fator relevante para o público.
Apesar disso, o público imigrante permanece ativo na cultura do futebol, com comunidades latino-americanas e caribenhas mantendo fortes laços com o esporte no país.
Entre na conversa da comunidade