- Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé foram expulsos do quadro de sócios do Corinthians nesta segunda-feira, dia 8, após votação do Conselho Deliberativo no Parque São Jorge.
- A expulsão está ligada à invasão ao andar da presidência ocorrida em 31 de maio de 2025, que resultou em tensões internas no clube.
- Na mesma ocasião, Maria Angela Ocampos se declarou presidente do Conselho Deliberativo, baseando-se em pedido da Comissão de Ética para afastar Romeu Tuma Júnior, o que foi contestado por aliados de Osmar Stabile.
- A votação sobre a expulsão de Mario Mello Júnior, também da Comissão de Ética, foi adiada por motivos médicos.
- Ao todo, 1.413 associados votaram a favor da destituição e 620 contra; Augusto Melo foi afastado definitivamente da presidência em 9 de agosto de 2025 e tornou-se inelegível por 10 anos.
O Conselho Deliberativo do Corinthians expulsou três conselheiros do quadro de sócios na sessão realizada nesta segunda-feira (8). Maria Angela Ocampos, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé foram alvo da decisão tomada por votação entre os membros presentes no Parque São Jorge. O motivo é a invasão ao andar da presidência em 31 de maio de 2025.
A ação de maio envolveu a tentativa de retorno de Augusto Melo à presidência da diretoria, acompanhada pela invasão de aliados na sala da presidência e pela tentativa de afastar Osmar Stabile, então presidente interino. Naquele episódio, Maria Angela Ocampos declarou-se presidente do Conselho Deliberativo, alegando autorização de uma solicitação da Comissão de Ética.
No mesmo contexto, a Comissão de Ética já havia apresentado pedido de afastamento de Romeu Tuma Júnior, o que embasou a afirmação de Ocampos de que comandaria o órgão, pois o primeiro vice-presidente estava em licença médica. Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile contestaram a legitimidade da ação.
Desdobramentos e decisões
Em junho de 2025, a Justiça interna do clube e o Cori emitiram carta aberta contestando a falta de respaldo estatutário para as ações de Melo e Ocampos. A carta afirmou que a Comissão de Ética é subordinada ao Conselho Deliberativo e que Tuma Júnior não teria sido notificado de afastamento.
No dia da invasão, Leonardo Pantaleão, assessor jurídico da gestão interina, registrou boletim de ocorrência por constrangimento ilegal, cárcere privado, ameaça, injúria e tumulto. Em agosto, os associados confirmaram o afastamento definitivo de Augusto Melo da presidência.
A votação final registrou 1.413 votos a favor da destituição, 620 contra, com dois votos em branco e dois nulos. Com a decisão, Melo ficou inelegível por 10 anos.
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